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      Mais de mil antigos trabalhadores da Suncity reclamam pagamentos acordados com a empresa

      Mais de mil trabalhadores despedidos do Grupo Suncity denunciaram atrasos no pagamento de compensações no seguimento da crise da promotora de jogo após a detenção do seu antigo director executivo Alvin Chau. A notícia foi revelada ontem pela Allin Media. O chefe do Centro de Serviços Integrados de Macau da Casa dos Trabalhadores da Indústria do Jogo, Pak Kin Pong, pediu a atenção e intervenção das autoridades perante esta situação.

       

      O grupo Suncity mergulhou numa crise após a detenção do antigo director da empresa, Alvin Chau. Segundo a Allin Media, mais de mil trabalhadores da Suncity sofrem de atrasos relativamente ao pagamento de compensações.

      De acordo com os funcionários afectados pelo encerramento da promotora de jogo, mais de mil trabalhadores foram instados a assinar um acordo no qual teriam direito a uma compensação pecuniária aquando da cessação de actividade do grupo em Dezembro do ano passado.

      No acordo firmado previa-se que a compensação, incluindo um salário em atraso e indeminização por despedimento, seria pago em três prestações, auferidas respectivamente no final de Janeiro, Setembro e Dezembro. No entanto, o contrato celebrado não foi respeitado por parte da empresa, levando os trabalhadores a mostrarem-se preocupados devido ao atraso prolongado no pagamento pelo facto de a Suncity não ter cumprido rigorosamente o que se tinha estabelecido. Alguns trabalhadores apenas receberam a primeira prestação compensatória de 35% do montante no final de Julho, enquanto outros só receberam 10% a 20% do valor acordado, referiram os trabalhadores afectados, citados pela Allin Media.

      Para o chefe o Centro de Serviços Integrados de Macau da Casa dos Trabalhadores da Indústria do Jogo, Pak Kin Pong, o pagamento da compensação em três prestações “não faz sentido”, defendendo que as autoridades deveriam prestar atenção à situação e terem algum tipo de intervenção.

      Os antigos trabalhadores da promotora de jogo explicaram que a assinatura do acordo foi feita com o receio de serem dispensados “sem receber um tostão”, e que não esperavam uma grande quantidade de compensação mas apenas recuperar parte de uma compensação que lhes era devida. Frisaram ainda que, devido ao impacto da epidemia, muitos deles estão com uma necessidade urgente de dinheiro para sustentar financeiramente as suas famílias.

      Apesar de muitos trabalhadores terem tentado entrar em contacto com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), nunca receberam uma resposta concreta das autoridades, fazendo com que os trabalhadores se sentissem impotentes num beco sem saída.

      O responsável da organização de defesa dos direitos dos trabalhadores do sector de jogo lembrou que, no início do ano, os trabalhadores ainda apresentavam uma atitude respeitosa à entidade empregadora, considerando agora que eles têm sido muito tolerantes.

      No que diz respeito à reclamação comunicada pelos trabalhadores junto à DSAL, o organismo afirmou que já lançou uma investigação sobre a situação e, uma vez verificada a veracidade das acusações aduzidas pelo atraso no pagamento, as autoridades irão iniciar os processos administrativos e judiciais de acompanhamento.

       

      PONTO FINAL