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      Início Política Deputados querem que o Governo dê resposta à situação "crítica" do emprego

      Deputados querem que o Governo dê resposta à situação “crítica” do emprego

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), vários deputados focaram as suas intervenções antes da ordem do dia na situação do emprego. Com uma taxa de desemprego a atingir os 4,8%, os deputados alertaram que a situação é “crítica” e pediram medidas ao Executivo.

       

      “A situação do emprego está crítica”, alertou Leong Sun Iok na sua intervenção antes da ordem do dia, na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL). O deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) afirmou que as medidas do Executivo para combater o surto de Covid-19 resultou na suspensão das operações de várias empresas e no desemprego de vários trabalhadores. “Um sofrimento indescritível”, descreveu.

      Segundo os dados mais recentes, a taxa de desemprego atingiu 4,8%, a mais alta em 12 anos, havendo actualmente 13.900 desempregados. Assim, Leong Sun Iok instou: “Exorto as autoridades a reforçarem as medidas favoráveis à promoção do emprego, a verificarem a veracidade das vagas e a reforçarem a fiscalização do processo de recrutamento, de modo a aumentar a eficácia das colocações”. O deputado pediu também que o segundo pacote de apoios económicos à população atribua directamente uma verba a todos os residentes.

      Ella Lei também falou sobre a segunda ronda de apoio económico, que o Governo está a estudar actualmente: “O Governo não deve limitar-se a fazer promessas, tem de atender às necessidades da população, lançando rapidamente a segunda ronda de medidas de apoio financeiro”.

      A deputada denunciou até que há jovens desempregados que dizem que enviaram muitos pedidos de emprego, mas não receberam nenhuma resposta e, além disso, o salário para alguns trabalhos é muito inferior ao nível do mercado, mas as exigências são muito elevadas. “De acordo com alguns candidatos, alguns empregadores disseram que não precisam de contratar ninguém, só estão a recrutar para colaborar com a DSAL”, revelou Ella Lei.

      “Exorto mais uma vez o Governo a fazer uma boa análise sobre a procura de emprego, a organizar sessões de recrutamento para reforçar a conjugação entre a oferta e a procura de emprego, e a criar mecanismos para fiscalizar a situação da contratação de trabalhadores locais, a fim de prevenir a sua contratação fictícia”, disse a deputada, também ligada à FAOM, acrescentando que as grandes empresas e sectores mais relevantes devem definir padrões e proporções para a contratação e formação de pessoal local e propostas e objectivos para a formação de trabalhadores locais.

      O deputado Lam Lon Wai, também ele ligado aos Operários, focou-se nos postos de trabalho criados para técnicos de recolha de amostras de testes de ácido nucleico. O Governo, recorde-se, garantiu que vai exigir a prioridade de contratação de residentes para esses postos de trabalho.

      Lam Lon Wai assinalou que no passado já tinham sido contratados vários trabalhadores não-residentes a tempo inteiro para estas funções, o que está a fazer com que os residentes que estão a ser contratados actualmente fiquem em part-time. “Espera-se que a DSAL saiba da actual situação dos postos de análises de ácido nucleico e garanta mais oportunidades de emprego aos locais, para não serem o complemento dos não residentes. Ao contrário dos trabalhos normais, as oportunidades de trabalho nos postos de testagem ao ar livre provêm do Governo, portanto, este tem a obrigação de garantir aos locais a prioridade de trabalho aí”, assinalou o deputado.

      “Face à epidemia, a taxa de desemprego dos residentes bateu novo recorde, portanto, dar prioridade aos trabalhadores locais no acesso ao emprego não passa de mero slogan, pois o Governo deve proceder à avaliação e fiscalização da situação, porque só assim é que se pode resolver melhor o problema de emprego dos residentes”, concluiu.

      Ma Io Fong, vice-presidente da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar, abordou a situação de emprego dos jovens. O deputado sublinhou que o emprego e empreendedorismo dos recém-graduados  está ligado ao “bem-estar do povo”. Assim, o parlamentar pediu o reforço da promoção do emprego nas indústrias emergentes, medidas convergentes para aumentar as oportunidades de emprego dos jovens e a criação de uma plataforma integrada online de informações sobre emprego.

       

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