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      InícioSociedadeAssistente social apela à não discriminação dos recuperados de Covid-19

      Assistente social apela à não discriminação dos recuperados de Covid-19

      Desde o início de epidemia em Macau, cerca de duas mil pessoas recuperaram de Covid-19. Cheang Kai Lok, assistente social da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), referiu que quando as pessoas recuperadas de Covid-19 voltam à sua vida normal, levam algum tempo para se adaptarem, tanto a nível social como psicológico. Segundo o jornal Ou Mun, Cheang Kai Lok disse que o público deve ser mais compreensivo com a situação destas pessoas, evitando colocar-lhes uma “etiqueta”.

      Fisicamente, as pessoas recuperadas de Covid-19 podem sofrer várias sequelas, e os sintomas comuns incluem fadiga, falta de ar, dores nas articulações, entre outros. Embora a maioria dos sintomas possam ser tratados, podem afectar a sua vida diária. Psicologicamente, muitas pesquisas revelam que os pacientes que recuperaram do coronavírus são mais propensos a sintomas como ansiedade ou hipocondria, e os pacientes de casos mais graves podem sofrer de várias perturbações como stress pós-traumático.

      O assistente social disse que o público não precisa de ser demasiadamente sensível com os recuperados e não precisam de manter a sua distância ou de ter medo, evitando reacções de discriminação. Em relação às pessoas recuperadas, devem prestar mais atenção às suas próprias condições e procurar ajuda se necessário.

      Cheng Kai Lok disse que, na fase inicial da epidemia, algumas cidades do interior da China onde houve eclosão de epidemia foram discriminadas regionalmente. Recentemente, houve relatos de alguns órgãos de comunicação de que em alguns distritos os doentes recuperados tiverem dificuldades em encontrar emprego, e mesmo que os recuperados tivessem voltado a trabalhar normalmente, encontraram diferentes graus de discriminação no trabalho ou na vida quotidiana. Porém, em Macau ainda não surgiram situações como no interior da China, referiu o assistente social.

      Dado que a população pode ter compreensão insuficiente sobre o coronavírus, faz com que as pessoas estejam propensas a ter emoções como medo, raiva, opressão, depressão e outras relacionadas à epidemia, que podem levar a pensamentos ou comportamentos irracionais. Assim, o assistente social fez um apelo ao público para evitar que se foquem em informações negativas relacionadas com a epidemia.

      Ao mesmo tempo, Cheng Kai Lok pede às autoridades que prestem apoio aos doentes recuperados de covid-19 e à sua família para cuidarem da sua condição física e mental, como os cuidados após recuperação e serviços de aconselhamento emocional. Por outro lado, apela a que sejam disponibilizadas mais informações na comunidade para o conhecimento da epidemia dos cidadãos.

       

       

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau