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      Cozinheiro terá burlado dois amigos em 3,3 milhões com investimento em restaurante e troca de dinheiro  

      Um cozinheiro oriundo do Continente foi detido pelas autoridades por suspeita de ter praticado vários esquemas de investimento na restauração e troca de dinheiro e burlado dois amigos. Uma residente denunciou à Polícia Judiciária que foi burlada em mais de 3,2 milhões de dólares de Hong Kong após ter sido aliciada com um negócio “bastante lucrativo” num restaurante em Zhuhai, enquanto um homem do interior da China perdeu 200 mil dólares de Hong Kong devido a um pedido de empréstimo do suspeito.

       

      A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem do interior da China, cozinheiro de profissão de 44 anos, por suspeitas de ter burlado dois amigos com pretextos de investimento na restauração e câmbio de moedas, num valor total superior a 3,3 milhões de dólares de Hong Kong.

      De acordo com as informações avançadas ontem pelas autoridades policiais, uma das vítimas é uma residente que conheceu o suspeito no Continente em Maio do ano passado. Nessa altura, o indivíduo começou por apresentar-lhe o seu plano de investimento, um restaurante que estava prestes a abrir em Zhuhai, alegando que o negócio tinha um desenvolvimento optimista e seria “bastante lucrativo”.

      A residente, apesar de não se mostrar interessada ao início, acabou por ficar convencida pelo plano de negócio em questão e efectuou uma transferência bancária de cerca de 1,13 milhões de renminbis para o cozinheiro como verba de investimento no restaurante. Não foram, entretanto, assinados quaisquer documentos pelas partes sobre a colaboração comercial, nem contratos ou acordos.

      Mostrando-se preocupada e com receio com a falta de garantias sobre o negócio do restaurante, a queixosa não transferiu mais dinheiro para o homem.

      Contudo, o suspeito propôs posteriormente outro plano de cooperação à residente, afirmando que se ia dedicar à troca de moedas, sugerindo, assim, a injecção de capitais por parte da lesada para iniciar esse negócio. Segundo o cozinheiro, citado pela PJ, os lucros do câmbio de dinheiro seriam divididos igualmente entre as partes e, para cada milhão de dólares de Hong Kong trocado, podiam ganhar 20 mil dólares de Hong Kong. Ao ser atraída pela compensação, a mulher voltou a participar no negócio do indivíduo e transferiu-lhe mais 1,8 milhões de dólares de Hong Kong.

      O homem, embora tenha pago uma pequena quantia à vítima como lucros de negócio, recusou-se a devolver todo o capital prestado, segundo a polícia. A residente suspeitou de ter sido burlada e decidiu pedir ajuda às autoridades policiais.

      Em Maio deste ano, a PJ recebeu ainda mais uma denúncia feita por um homem do Continente, cujo caso envolve também o mesmo suspeito. O lesado apontou que era amigo do detido e tinha feito troca de moeda com o mesmo. Segundo o seu relato, o indivíduo alegou que precisava de um fundo para praticar câmbio de dinheiro, e pediu um empréstimo de 200 mil dólares de Hong Kong.

      No entanto, após ter passado um período de tempo desde a recepção do empréstimo, o cozinheiro, além de não devolver todo o dinheiro, informou o amigo que tinha perdido toda a verba em apostas, e deixou de estar contactável.

      A PJ, após investigação detalhada, conseguiu identificar o suspeito e interceptá-lo no passado domingo no posto fronteiriço de Hengqin quando reentrava a Macau. O detido, que recusou cooperar na investigação, foi já transferido para o Ministério Público. De acordo com a PJ, o homem poderá enfrentar acusações de crimes de burla de valor consideravelmente elevado.

      As autoridades referiram ainda que estão a investigar dois casos de burla informática que terão lesado duas mulheres, que declararam prejuízos de 268 mil e 40 mil renminbis, respectivamente.

      As duas vítimas, incluindo uma trabalhadora não residente e uma residente de 40 anos, iniciaram o investimento numa aplicação de telemóvel sobre a bolsa de valores no mês passado após a apresentação de amigos que conheceram nas redes sociais. Segundo divulgou a polícia, os indivíduos alegaram às queixosas que tinham informação secreta sobre as bolsas de valores e podiam ajudá-las a ganhar dinheiro facilmente.

      Consequentemente, as lesadas transferiram várias vezes dinheiro para diversas contas indicadas. Ambas pediram mais tarde para levantar dinheiro da conta, mas acabaram por ser rejeitadas pelos funcionários do site.

       

      PONTO FINAL