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      Próxima ronda de apoios vai incluir todos os residentes e vai continuar a excluir não-residentes

      O Chefe do Executivo assegurou ontem que a próxima ronda de apoios económicos vai abranger todos os residentes de Macau. Por outro lado, também confirmou que a nova ronda vai continuar a excluir os trabalhadores não-residentes. Na reunião plenária de ontem, na Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng adiou detalhes sobre as novas medidas de apoio.

       

      O Governo está a preparar uma segunda ronda de apoios à população no valor global de 10 mil milhões de patacas. O Chefe do Executivo adiou os detalhes sobre este novo plano de apoios, mas acabou por revelar que todos os residentes de Macau vão ser beneficiários. Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), Ho Iat Seng também confirmou que os não-residentes não terão direito a este novo pacote de apoios.

      No primeiro pacote de 10 mil milhões de patacas do Governo, nem todos os residentes são beneficiados. Esta ronda de apoio prevê um apoio pecuniário de 15 mil patacas apenas para trabalhadores cujo rendimento total ao longo de 2020 e 2021 não exceda as 600 mil patacas. Os residentes que se inserem neste grupo vão receber as 15 mil patacas a partir do dia 17 deste mês.

      O segundo plano de apoio pecuniário está agora em estudo por parte do Governo. Apesar das várias questões dos deputados no hemiciclo, o Chefe do Executivo não divulgou pormenores, assegurando apenas que, desta vez, todos os residentes serão contemplados.

      Já perto do final da sessão, em resposta ao deputado Cheung Kin Chung, Ho Iat Seng afirmou que os residentes que não são beneficiados pela primeira ronda de apoios terão de esperar pela segunda ronda. Esta é, segundo lhe chamou o Chefe do Executivo, uma “política de apoio generalizado”. “Todos os residentes de Macau, portadores de BIR, podem ser beneficiários na segunda ronda de dez mil milhões de patacas”, garantiu.

      Por outro lado, o Chefe do Executivo também confirmou que os não-residentes ficam de fora da nova ronda. Ho Iat Seng disse que, de acordo com o plano do Governo, as rondas de apoio servem apenas para os residentes locais. Esta “não é uma política do Governo”, salientou.

      O esclarecimento do Governo surge depois de a Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau ter defendido que as autoridades deviam considerar atribuir um subsídio pecuniário aos trabalhadores não-residentes que se encontram em Macau.

      Ho Iat Seng assinalou ontem que várias associações têm manifestado as suas opiniões e que o Governo está a ouvi-las. “Mas não podemos aceitar todas”, ressalvou o Chefe do Executivo.

      Na AL, foram vários os deputados que pediram detalhes sobre o novo plano de apoio, alertando para as dificuldades que a população está a sentir após as medidas de combate ao surto impostas pelo Governo. Entre eles, José Pereira Coutinho aproveitou para acusar o Governo de “discriminação negativa directa” na distribuição dos primeiros apoios à população. “Será que o senhor Chefe do Executivo se esqueceu dos jovens desempregados que há mais de três anos não conseguem um emprego porque os seus postos de trabalho foram ocupados por muitos dos 165 mil trabalhadores não-residentes, muitos exercendo trabalhos de colarinho-branco no sector bancário, seguradoras, construção civil, comércio alimentar, etc.?”, questionou.

       

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