Edição do dia

Quarta-feira, 5 de Outubro, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
29.9 ° C
31.9 °
29.9 °
79 %
6.7kmh
20 %
Qua
30 °
Qui
29 °
Sex
29 °
Sáb
28 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Grande China Embaixadora dos EUA nas Nações Unidas diz que China não deve insistir...

      Embaixadora dos EUA nas Nações Unidas diz que China não deve insistir na “provocação”

      A embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, afirmou ontem, na Praia, que a China não deve insistir na “provocação” a Taiwan e que a posição norte-americana sobre o diferendo não mudou.

       

      “Não vamos deixar-nos provocar por nenhuma provocação que eles [China] façam”, avisou a diplomata, questionada pela agência Lusa durante a conferência de imprensa na Praia, escala da visita a três países africanos que a levou ontem a reunir-se com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

      A diplomata acrescentou que até agora a tensão crescente no mar do sul da China “não foi levada ao Conselho de Segurança”, e aconselhou as autoridades chinesas – com recurso à expressão em inglês “sleeping dogs lie” – a não insistir num assunto incómodo (Taiwan) que está adormecido. “E que não continue pressionando por algum tipo de ação e a ameaçar Taiwan”, afirmou.

      “A ‘speaker’ [líder do congresso norte-americano] Pelosi fez uma viagem a Taiwan, ela é membro do nosso Congresso. Os membros do Congresso podem decidir se querem viajar. Nada disso mudou a nossa política sobre a ‘política de uma China’, em Taiwan. Não tivemos nenhuma mudança de política”, insistiu Linda Thomas-Greenfield.

      Sublinhando que já outros responsáveis e membros do Congresso norte-americano visitaram Taiwan no passado, a embaixadora afirmou que a China está a usar a visita de Nancy Pelosi como uma “desculpa”. “Achamos que a China está usando isso como uma desculpa para ser mais agressiva”, apontou.

      A China, que considerou a recente visita a Taiwan da líder do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, como uma “farsa” e uma “deplorável traição”, reivindica a soberania sobre a ilha e considera-a uma província separatista desde que os nacionalistas do Kuomintang se retiraram para o local, em 1949, após perderem a guerra civil contra os comunistas.

      Taiwan voltou ontem a denunciar o exército chinês por simulações de ataques à ilha. “Vários grupos” de aviões, navios e drones chineses foram detectados, ontem de manhã, no Estreito de Taiwan, afirmou o Ministério da Defesa de Taiwan, em comunicado.

      As forças chinesas continuam “a realizar exercícios conjuntos por mar e ar, simulando ataques contra a ilha de Taiwan e contra os nossos navios no mar”, enquanto grupos de aviões “infestam” outras ilhas controladas por Taipé, refere o comunicado. Pouco depois, a agência de notícias oficial chinesa Xinhua informou que os exercícios visavam “testar as capacidades de fogo conjunto para ataques terrestres e ataques aéreos de longo alcance”.

      Tal como tem acontecido nos últimos dias, as forças de Taiwan enviaram aviões e navios para “vigiar de perto a situação do inimigo”.

      Os movimentos do Exército Popular de Libertação (o exército chinês) fazem parte dos exercícios militares que a China está a realizar desde quinta-feira.

      Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, que cita um representante daquele aeroporto, desde quinta-feira passada mais de 900 voos internacionais tiveram que desviar as suas rotas para as Filipinas ou o Japão para não sobrevoar as zonas das manobras militares, e mais de 200 foram cancelados.

      As manobras incluíram disparos reais e lançamento de mísseis de longo alcance e foram realizadas em seis zonas ao redor da ilha, uma das quais fica a cerca de 20 quilómetros da costa de Kaohsiung, a principal cidade do sul de Taiwan.

      Embora a China tenha realizado outros exercícios no Estreito de Taiwan nos últimos anos, os exercícios desta semana são diferentes porque “cobrem uma área maior, envolvem mais elementos militares e espera-se que sejam altamente eficazes”, indicaram peritos de defesa chineses citados pelos meios de comunicação locais.

      Taiwan descreveu a presença militar da China nas áreas como um “bloqueio”, e a Presidente de Taiwan classificou como “irresponsável” a “ameaça militar deliberadamente elevada” da China. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau