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      InícioEconomiaAssociação defende atribuição de subsídio pecuniário a trabalhadores não-residentes

      Associação defende atribuição de subsídio pecuniário a trabalhadores não-residentes

      O Governo da RAEM está a ouvir opiniões dadas por associações e organizações locais no que toca à próxima ronda de medidas de apoio financeiro para lidar com os efeitos resultantes da epidemia de Covid-19. A Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau defende que as autoridades devem considerar atribuir um subsídio pecuniário aos trabalhadores não-residentes que se encontram em Macau. A proposta apresentada pela associação gerou uma divergência de opiniões entre diferentes comunidades no território.

       

      Numa recomendação sobre o segundo plano de auxílio económico de 10 mil milhões de patacas realizado pelas autoridades, a Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau propõe a atribuição de três mil patacas aos trabalhadores não-residentes em Macau através de cartão de consumo electrónico. A proposta levou de imediato a um grande debate na cidade e gerou opiniões divergentes entre diferentes comunidades que marcam presença em Macau.

      Chui Sai Cheong, presidente da associação tradicionalmente patriótica ligada a grandes famílias poderosas, afirmou que, tendo recolhido e analisado as opiniões dadas por diferentes grupos comerciais de diversos sectores, a câmara de comércio geral apresentou a recomendação ao Governo, realçando que a medida de apoio universal destinada a todas as pessoas que se encontram no território é a “recomendação prioritária” no parecer elaborado, incluindo atribuir entre três mil e seis mil patacas aos residentes que foram beneficiados no plano de subsídio pecuniário anterior, e entre seis mil e nove mil patacas aos residentes que não encaixavam nas categorias definidas na iniciativa lançada em Julho.

      O vice-presidente da Assembleia Legislativa frisou que as recomendações que a Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau fez seguiu uma abordagem abrangente, inclusivamente a atribuição de um subsídio monetário universal único para combate à epidemia, o lançamento de um apoio financeiro para os estabelecimentos comerciais afectados que ainda não foram beneficiados pelo plano de auxílio económico, o prolongamento da medida de subvenção do pagamento de tarifas de água e de energia eléctrica por mais seis meses e a continuação do plano de abonos provisórios para o incentivo à contratação de residentes desempregados por empregadores durante o período da epidemia. Chui Sai Cheong admitiu que estas recomendações podem criar divergências de opinião na comunidade, nem sempre plenamente aceites pelas autoridades e por toda a população, mas acredita que o Governo vai ouvir as opiniões apresentadas por todas as associações presentes no território.

      Chui Sai Cheong observou que Macau ainda não ultrapassou os últimos desafios, reiterando que é preciso solidariedade de toda a comunidade para ultrapassar as dificuldades em conjunto e estabilizar a situação epidemiológica em Macau. O político acredita que apenas com a reabertura de fronteiras entre Hong Kong, Macau, interior da China e resto do mundo é que o território pode ter hipótese de recuperar a sua economia e voltar à normalidade, depositando grandes esperanças na próxima Semana Dourada do Dia Nacional da República Popular da China, assinalado em Outubro.

       

      PONTO FINAL