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      Recuperação do turismo depende do alívio de mais restrições fronteiriças, aponta o sector

      O ajustamento das condições de passagem fronteiriça entre Zhuhai e Macau, nomeadamente a isenção de quarentena, será favorável para a retoma do sector do turismo, admitiram representantes da indústria. Contudo, advertiram que o prazo de validade do teste de ácido nucleico, que agora é de 24 horas, é ainda uma medida rigorosa, pedindo o restabelecimento da confiança e um maior relaxamento da circulação dos turistas. Para a Associação de Retalhistas e Serviços de Turismo, a política actual beneficia apenas os trabalhadores não residentes e essa situação poderá até enfraquecer o consumo local.

       

      Com o alívio da situação epidémica e o levantamento da exigência de quarentena para quem vai de Macau para o interior da China, o sector do turismo e hoteleiro – apesar de admitir que a medida pode ser benéfica para a recuperação turística durante o Verão – considera que a retoma do sector ainda depende muito da confiança dos visitantes e do prolongamento da validade de certificado do teste de ácido nucleico para a circulação transfronteiriça.

      Alguns representantes do sector salientaram que a validade de 24 horas para a passagem entre Zhuhai e o território é uma medida relativamente restritiva, juntamente com a política de realização de dois testes de ácido nucleico no prazo de três dias para as pessoas que se deslocam a Zhuhai a partir de Macau, o que poderá fazer com que os visitantes não tenham interesse em viajar para a RAEM.

      O vice-presidente da direcção da Associação de Retalhistas e Serviços de Turismo de Macau, Lo Wang Chun, realçou que a isenção de quarentena é, sem dúvida, um “reforço de confiança” para a economia local, após a retoma das operações industriais e comerciais no mercado e o aumento do fluxo de pessoas na sociedade.

      Entretanto, Lo Wang Chun advertiu, em declarações ao Jornal Ou Mun, que só um maior relaxamento nas políticas de passagem fronteiriça pode trazer uma recuperação significativa no número de turistas em Macau. “O prazo de 24 horas é rigoroso, estimo que a situação actual facilite principalmente a deslocação entre Macau e Zhuhai de trabalhadores não-residentes (TNR) e residentes. O que poderá até enfraquecer o consumo local, uma vez que os TNR e os moradores podem optar por consumir no Continente”, assinalou.

      O representante da associação alertou que, se o prazo do certificado de 24 horas for mantido por muito tempo, é de crer que o aumento do fluxo de pessoas e de negócio será apenas temporário, confessando ainda que a recessão económica do interior da China e de Macau originou um fraco consumo contínuo, pelo que a recuperação precisa de um forte apoio oriundo das políticas das autoridades.

      “Este surto destacou a importância da diversificação económica. Espero que Macau possa cooperar com mais regiões adjacentes para ajudar a RAEM a libertar-se da homogeneidade da indústria”, frisou, sublinhando: “Os países vizinhos já têm fronteiras abertas. O avanço devagar implica agora um recuo. Deve-se acelerar e melhorar a política da entrada e saída, para obter um equilíbrio entre a prevenção epidémica e a economia”.

      Por outro lado, Lo Wang Chun sublinhou que é preciso expandir as fontes de visitantes, particularmente os turistas de outras províncias ou regiões que viajam para Macau por meio aéreo, já que esses turistas permanecem normalmente mais tempo no território e a capacidade de consumo é relativamente maior.

      Na opinião do presidente da direcção da Associação dos Hoteleiros de Macau, Lou Chi Leong, a isenção de observação médica em Zhuhai vai ajudar a indústria do turismo local, no entanto, o resultado e o ritmo da recuperação estão ainda sujeitos a restabelecer a confiança dos turistas em viajar para Macau.

      “Afinal, o surto mais recente durou muito tempo e tem um impacto grande na sociedade e economia, acredito que vai demorar algum tempo para uma melhoria total do sector. Mas há essa boa notícia ao entrar em Agosto, ou pode ser sinal de um bom começo”, observou, comentando que de momento é difícil prever se o sector hoteleiro poderá ter um balanço satisfatório para este segundo mês das férias de Verão.

      Também citado pelo Jornal Ou Mun, Lou Chi Leong salientou que muitos hotéis estão a lançar mais estratégias, como melhores promoções, a fim de atrair mais hóspedes durante esse período, o que se trata de uma forma mais directa e intuitiva para resolver o problema de dificuldade de negócio.

      O responsável apontou que a suspensão do programa de passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau reduziu acentuadamente a atracção de clientes locais a fazerem ‘staycations’ dado que a maioria prefere hospedar-se nos ‘resorts’ com instalações mais completas, o que pode custar um preço mais alto.

      Por seu torno, Wu Keng Kuong, presidente da Associação de Indústria, manifestou-se optimista quanto ao prolongamento da validade de teste de ácido nucleico para passageiros entre Zhuhai e Macau no futuro próximo, logo que o território mantenha zero novos casos durante o período de estabilidade. Ao Jornal Exmoo, o responsável espera que o prazo de validade possa voltar aos sete dias em meados deste mês, de modo a aproveitar a época alta de Verão.

       

      PONTO FINAL