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      Embaixador de Myanmar em França convocado após execução de quatro opositores

       

       

      O embaixador de Myanmar em França foi convocado na sexta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês após a execução de quatro prisioneiros políticos pela junta militar birmanesa, segundo fontes diplomáticas. “Foi-lhe também recordado o nosso apelo para o fim imediato da violência perpetrada pelo regime militar birmanês, para a libertação de todas as pessoas detidas arbitrariamente desde o golpe de Estado de Fevereiro de 2021 e para o estabelecimento de um processo de diálogo que inclua todas as partes interessadas”, segundo uma fonte diplomática citada pela agência France-Presse (AFP).

      Na quinta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, as maiores potências industriais do mundo, condenaram “duramente” as execuções e o “desprezo pela democracia” demonstrado pela junta militar birmanesa. “Estas execuções, as primeiras em mais de trinta anos em Myanmar, bem como o facto de não ter havido um julgamento justo, mostram o desprezo da junta militar pelas pessoas que lutam incansavelmente pela democracia”, refere o G7, num comunicado divulgado através da Alemanha, que ocupa a presidência anual rotativa do grupo.

      As condenações por vários organismos e instituições internacionais surgiram após a junta militar birmanesa, que chegou ao poder após o golpe em 01 de fevereiro de 2021, ter anunciado na segunda-feira que executou quatro ativistas pró-democracia acusados de “atos terroristas”. Estas são as primeiras execuções em décadas no país asiático.

      Entre os executados estão o ex-deputado da Liga Nacional para a Democracia Phyo Zeya Thaw e o ativista e escritor Kyaw Min Yu – conhecido como Ko Jimmy -, que foram condenados em Janeiro por acusações de terrorismo devido as suas actividades contra a junta. As execuções aconteceram apesar da forte pressão interna e do estrangeiro para o seu cancelamento e despertaram preocupação com as cerca de cem pessoas condenadas à morte no país, que está mergulhado numa crise política, económica e social, desde o golpe militar de Fevereiro de 2021.

      A tomada do poder em Myanmar pelo general Min Aung Hlain foi acompanhada pela detenção dos principais opositores, incluindo a líder deposta Suu Kyi, e uma forte repressão contra a população que custou a vida de pelo menos 2.131 pessoas.

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      Redacção do Ponto Final Macau