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      Autoridades reforçam vigilância em resposta à imigração clandestina no campus da UM  

      O Gabinete do Secretário para a Segurança assegurou que as autoridades estão a impor mais medidas de combate à imigração ilegal nas imediações da Universidade de Macau, através do reforço de inspecções e de um sistema de alarme de fibra óptica vibratória ao redor do campus que se situa em Hengqin. Em resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei, o gabinete de Wong Sio Chak adiantou ainda que já arrancou a segunda fase da obra do sistema inteligente de vigilância marítima sobre a segurança fronteiriça.

       

      Com a finalidade de combater as actividades de imigração ilegal nas imediações da Universidade de Macau (UM), as autoridades implementaram uma série de medidas, como inspecções por via terrestre e marítima, tendo ainda sido instalado um sistema de alarme de fibra óptica vibratória nos muros à volta do campus, assegurou o Gabinete do Secretário para a Segurança, em resposta à interpelação escrita apresentada pela deputada Ella Lei.

      “Actualmente, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) envia regularmente agentes para realizar inspecções nas zonas ao redor da UM e à volta dos estaleiros de obras que ligam o Posto Fronteiriço de Hengqin e o campus. A referida instituição de ensino superior também instalou um sistema de alarme de fibra óptica vibratória nos muros exteriores da universidade. Caso se encontrem imigrantes ilegais que pretendam ultrapassar as paredes exteriores para entrar na RAEM, será notificada de imediato a situação aos Serviços de Alfândega, para que tomem acções de interceptação”, garantiu o Gabinete de Wong Sio Chak.

      Na sua interpelação, a deputada Ella Lei mostrou-se preocupada com a administração de segurança fronteiriça, na sequência de um caso de imigração ilegal detectado no campus da UM em Hengqin no início de Maio. O caso envolveu um residente que, para obter uma retribuição ilícita, terá fornecido auxílio a um alegado criminoso que aguardava julgamento e estava proibido de sair de Macau, para que conseguisse fugir para o interior da China.

      “Este campus está separado do Continente apenas por um único muro, podendo facilmente transformar-se num ponto negro para a entrada de imigrantes. No ano passado, registou-se igualmente um caso em que um grupo terá recorrido a um cabo aéreo para auxiliar terceiros a atravessar o dique do campus da UM, entrando e saindo ilegalmente do território”, assinalou Ella Lei.

      Nesse sentido, além do reforço do muro do campus, da instalação de detectores de infravermelhos e câmaras de vigilância, os Serviços de Alfândega (SA) providenciam pessoal para vigia nas águas adjacentes da universidade, em cooperação de equipas de drones e barcos de patrulha. “Os SA, a UM e o Corpo de Polícia Armada de Guangdong estabeleceram um mecanismo para troca de informações, aumentando a eficácia do combate e reprimindo a imigração clandestina”, destacou a chefe do Gabinete, Cheong Ioc Ieng.

       

      FISCALIZAÇÃO NAS ÁREAS MARÍTIMAS

       

      No que toca à gestão das áreas marítimas da RAEM, os Serviços de Alfândega implementaram tecnologias inteligentes para auxiliar nos trabalhos de detecção de entradas e saídas ilegais da fronteira. De acordo com a resposta por parte de Wong Sio Chak, as autoridades introduziram a utilização de um sistema inteligente de fiscalização e controlo em Junho de 2020.

      “Através da tecnologia de inteligência artificial e tecnologia de imagem térmica por infravermelhos de longa distância, o sistema pode realizar a monitorização visual em todas as condições meteorológicas das águas costeiras de Macau e rastrear automaticamente alvos suspeitos”, explicou, defendendo que, ao cooperar com os drones, as medidas actuais melhoram efectivamente a capacidade de rastreamento dos suspeitos e de alerta precoce sobre situações anormais de segurança marítima nas costas do território.

      Dados estatísticos divulgados pelo Gabinete do Secretário para a Segurança indicam que, do início de 2021 ao mês de Abril do ano corrente, os Serviços de Alfândega descobriram um total de 38 casos de migração clandestina por meio de drones e do sistema inteligente de fiscalização e controlo de vigilância marítima, interceptando 96 imigrantes ilegais, incluindo 16 operadores de grupos criminosos de imigração ilegal.

      Foi realçado ainda que os Serviços de Alfândega já inauguraram a segunda fase das obras de construção do sistema inteligente de vigilância marítima, que irá alargar ainda mais a cobertura da monitorização das águas, de forma a eliminar os pontos cegos da vigilância e melhorar a eficiência da execução da lei marítima.

      O Gabinete de Wong Sio Chak enfatizou ainda que, após o estabelecimento do mecanismo de prevenção conjunto de combate à imigração ilegal em Outubro de 2015, as autoridades da RAEM e do Continente têm vindo a realizar operações conjuntas, tendo desmantelado várias redes criminosas de imigração ilegal.

      Recorrendo ao número de imigrantes ilegais detidos registados nos últimos sete anos, contrastando particularmente com 2.313 suspeitos em 2015 e 372 no ano passado, o Gabinete afirmou que a ocorrência das actividades de imigração ilegal apresentou uma tendência decrescente, o que demonstrou que o mecanismo e combate contra a criminalidade de migração ilegal “obtiveram um resultado notável”.

       

      PONTO FINAL