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      Autoridades dizem que fim do confinamento depende do “nível de risco”, mas não detalham critérios

      Ainda não é certo que depois de sexta-feira – altura em que deverá terminar o confinamento – seja implementado um período de consolidação. Tudo depende do “nível de risco”, indicou ontem Leong Iek Hou. No entanto, a responsável assumiu que não existe uma fórmula fixa para determinar o nível de risco. Os critérios terão por base o nível de confiança das autoridades, indicou.

       

      As autoridades continuam a dizer que, de acordo com o plano, o fim do confinamento deverá acontecer no final da semana, no entanto, ainda não é certo. O início do período de consolidação está dependente do “nível de risco” calculado pelas autoridades. Segundo indicaram ontem as autoridades de saúde, o nível de risco não é calculado tendo por base apenas o número de casos e tem por base a confiança dos responsáveis.

      “Em que número [de infectados] é que podemos entrar no período de consolidação? Isto não pode depender só do número de infecções”, indicou Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, acrescentando: “É difícil definir um número exacto, mas há que avaliar se o risco é alto ou baixo”, sublinhando: “Nós não temos fórmula fixa”. “Quando reunida a nossa confiança relativamente ao período de infecção zero, então podemos entrar no período de consolidação”, explicou.

      A clínica adiantou ainda que, no período de consolidação, “serão restringidas algumas actividades em conjugação com outras medidas”, como, por exemplo, testes de ácido nucleico.

      As autoridades têm referido que, depois de se dissipar o surto, a região voltará ao normal. Mas qual é o conceito de normalidade das autoridades? Para Leong Iek Hou, nos últimos dois anos Macau tem vivido uma situação de normalidade. “Por um lado, garantindo medidas epidémicas e, por outro, as actividades económicas. O que tem sido diferente são as medidas de entrada e saída e a realização de testes. Ou seja, a normalização é a vida normal das pessoas, mas em cumprimento com as medidas antiepidémicas”. A médica indicou também que, no futuro, quando voltar a haver casos na comunidade, serão apertadas novamente as medidas antiepidémicas.

       

      APELOS PARA QUE CIDADÃOS NÃO SE JUNTEM APÓS POLÉMICA COM POLÍCIAS

       

      Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de coronavírus, as autoridades sublinharam a importância de não haver ajuntamentos de pessoas.

      Leong Iek Hou disse que, na última semana, as autoridades têm verificado que há residentes que vão a casa de familiares ou amigos e, frisando que a estirpe que circula tem uma rápida velocidade de contágio, pediu: “É melhor evitar saídas desnecessárias. Convém não participar em qualquer convívio”.

      A responsável aconselhou mesmo os moradores de prédios em zonas vermelhas para que não abram sequer as portas. Além disso, a responsável assinalou até que cada pessoa deve ficar numa divisão isolada da casa.

      Os apelos surgem depois da polémica com os oito agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) que foram filmados a conviver sem máscara, junto à esquadra do ZAPE. O CPSP disse que o acto era legal, uma vez que o despacho do Chefe do Executivo não abrange espaços privados, como neste caso. Recorde-se que já houve casos de cidadãos condenados por violarem o despacho do Chefe do Executivo por estarem sozinhos na rua sem máscara.

       

      NÚMERO DE NOVOS CASOS CONTINUA A DESCER

       

      No balanço feito ontem, relativo a domingo, as autoridades contabilizaram nova descida de novos casos de infecção. No domingo verificaram-se então 22 novos casos, sendo que oito deles foram detectados na comunidade. Cumulativamente, foram diagnosticados 1.755 casos desde que o surto começou, há um mês. Entre o total de infectados, 1.085 não têm sintomas. Ou seja, quase 62% dos infectados não tem qualquer sintoma.

      No sábado, recorde-se, tinham sido detectados 27 casos, quatro deles na comunidade; Na sexta-feira da semana passada tinham sido 31 casos no total e 13 na comunidade, já na quinta-feira foram 33 no total, 11 deles na comunidade.

      Tai Wa Hou, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, adiantou que, em média, a cada ronda de testes em massa há cerca de um milhar de cidadãos que não se desloca ao posto de testes. Quem não realiza o teste durante a ronda, fica com o código amarelo e, se continuar sem fazer o teste, fica com o código vermelho, sendo depois levado a um local designado para realizar o teste e ficando obrigado a esperar no local pelo resultado.

      O representante dos Serviços de Polícia Unitários indicou que, durante o dia de ontem, foram feitos 542 reparos a quem alegadamente estaria a violar a ordem de confinamento. Não se registaram mais acusações.

      O médico Lei Wai Seng adiantou ainda que Macau poderá vir a adquirir medicamentos contra a Covid-19, tendo em conta os resultados desses mesmos medicamentos noutras regiões e países. Por fim, o médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário indicou também que há mais de 30 idosos infectados a serem acompanhados no Centro Clínico do Alto de Coloane, uma vez que estão em situação “relativamente grave”, não devido ao vírus, mas devido a problemas de saúde crónicos. O médico adiantou também que as consultas, exames e cirurgias do hospital público vão ser retomadas de forma gradual nos próximos dias.

       

      PONTO FINAL