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      Negócio de entrega de comida em casa ‘engorda’ 20% em Macau com novo surto

       

      O maior negócio de entrega de comida ao domicílio em Macau, a Mfood, registou um aumento de encomendas de pelo menos 20% com o recente surto de covid-19, disse um responsável da empresa. “Antes [da restrição] tínhamos cerca de 30.000 encomendas de comida por dia, agora temos cerca de 40.000 encomendas por dia”, disse a directora de operações da Mfood, Bonnie Chiang.

      Um crescimento muito à custa do regime imposto aos restaurantes desde 19 de junho, que apenas podem vender comida para fora, que se viram sem clientes para as salas, com a maioria das empresas a não estar preparada para uma mudança tão drástica e mais especializada do negócio.

      O proprietário de um pequeno, mas popular, restaurante localizado no centro da península de Macau, o Dumpling Town, disse à Lusa que as encomendas de ‘take away’ do restaurante começaram por aumentar entre 10 a 20% com as restrições iniciais, mas as encomendas baixaram logo de seguida quando foi decretado o confinamento parcial, na segunda-feira. Nada que compense, contudo, os números de facturação a que o negócio se habituara há anos. “Já não se pode comer aqui dentro, por isso todo o negócio está nas encomendas de ‘take away’. Normalmente, 10% das nossas receitas era com as encomendas e 90% com as refeições no restaurante. (…) Agora temos menos 60% de receitas”, explicou Lei Soey Han.

      Outro dono de um pequeno restaurante que serve principalmente ‘noodles’, também no centro da cidade, disse que não viu um grande aumento nas encomendas para fora, que cresceram igualmente entre 10 a 20%, e lamentou a perda de negócios, afetada desde o início de 2020, mas que piorou drasticamente no último mês. O estabelecimento de comidas Mou I Kuong Chiu Fok está agora limitado a cerca de 50 encomendas diárias, num bom dia, lamentou o dono, de apelido Vong.

      Macau encerrou vários estabelecimentos em 19 de Junho e determinou que os restaurantes só podiam servir comida para fora. Mas na segunda-feira, e por um período de uma semana, agravou as restrições ao decretar um confinamento parcial: ordenou o encerramento de todas as atividades comerciais não essenciais, incluindo os casinos, impondo a utilização obrigatória de máscaras KN95 ou “de padrão superior” e proibiu a permanência na rua, sob pena de prisão até dois anos ou de multa. Salvo em algumas excepções, como ir trabalhar, ao hospital ou comprar bens básicos, a população está proibida de sair à rua.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau