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      Testes de ácido nucleico regulares são para manter

      Apesar de as autoridades dizerem que ainda não sabem quais são as medidas para a próxima semana, uma coisa é certa: os testes de ácido nucleico regulares vão manter-se nos próximos tempos. Foi isso que afirmaram ontem as autoridades sanitárias em conferência de imprensa, onde também se ficou a saber que actualmente apenas quatro dos infectadosprecisam de ventilação.

      Ainda não há informações sobre quais as medidas de combate ao surto a implementar na próxima semana. As autoridades dizem que têm de avaliar os resultados das próximas rondas de testes em massa para saber que medidas serão impostas. No entanto, uma coisa é certa: os testes de ácido nucleico regulares são para continuar.

      Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Leong Iek Hou foi novamente questionada sobre quais as medidas a serem implementadas na próxima semana. No entanto – mais uma vez – não houve resposta. A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde disse apenas que só poderão ser anunciadas as novas medidas depois de terminar a 10.ª ronda de testes em massa, no domingo.

      “Estamos ainda a estudar qual a melhor forma para os cidadãos de Macau e para não prejudicar a sociedade. Nesta fase, ainda não sabemos quais as medidas para a próxima semana”, disse.

      No entanto, a responsável deixou antever que haverá medidas substitutas para o confinamento a que Macau tem estado remetida ao longo desta semana. “Quando retirarmos a medida de imobilidade relativa, temos de ter outras medidas para substituir, nomeadamente medidas mais rigorosas, como testes de ácido nucleico com mais frequência”, afirmou.

      Isso mesmo confirmou depois o médico Lei Wai Seng: “Mesmo que o surto venha a aliviar, vamos ter de continuar a fazer frequentemente testes em massa”. O responsável da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário adiantou até que, para dar apoio aos técnicos locais, vão chegar mais profissionais de saúde do interior da China para dar apoio na realização de mais testes em massa. Lei Wai Seng não referiu quantos mais técnicos do interior da China vão chegar a Macau para dar apoio na realização dos testes. Recorde-se que em Macau já estão 650 técnicos do continente que chegaram depois do início do surto. O médico disse também que as empresas que realizam testes de ácido nucleico em Macau têm estado a recrutar mais técnicos locais.

      MAIS 29 CASOS. TOTAL DE INFECTADOS DESDE O INÍCIO DO SURTO É DE 1.644

      Na conferência de imprensa de ontem, os responsáveis fizeram um balanço dos novos casos relativo a quarta-feira, dia em que se registaram mais 29 casos, sendo que apenas três deles foram detectados na comunidade. No total, há agora 1.644 infectados desde o início do surto, a 18 de Junho. Nos últimos dias, tem-se registado uma descida no número de novos casos. No passado sábado tinham sido detectados 93 novos casos, domingo foram 59, segunda-feira 57 e terça-feira 32.

      Ficou a saber-se também que, do total de infectados, 1.034 são assintomáticos. Além disso, Lei Wai Seng detalhou que, entre os infectados há quatro pessoas que necessitam de ventilação.

      Os responsáveis indicaram ainda que sete dos trabalhadores do hotel Parisian, que está a ser usado para observação médica centralizada, estão entre os infectados. Isso faz com que mais de uma centena de trabalhadores do hotel, que estavam em regime de circuito fechado, tenham de prolongar a quarentena a que já estavam sujeitos.

      Leong Iek Hou acrescentou que as autoridades sanitárias vão deixar de procurar a origem do surto que chegou a Macau no dia 18 de Junho. “É difícil encontrar o paciente zero e nós já não vamos envidar muitos esforços para essa procura, vamos é tentar cortar as cadeias de transmissão”, afirmou. Recorde-se que, logo após o início do surto, o Chefe do Executivo salientou a importância de encontrar o paciente zero e descobrir como é que o vírus tinha entrado em Macau. Na altura, Ho Iat Seng disse não acreditar que o vírus tivesse entrado através da fronteira com a China continental e até colocou a hipótese de ter vindo em bens importados do exterior ou na bagagem de residentes que tinham chegado do estrangeiro. Mais tarde, as autoridades sanitárias excluíram a possibilidade de o vírus ter sido trazido por algum residente vindo do exterior.

      Ontem registou-se mais uma morte ligada ao surto. Trata-se de um idoso de 86 anos, que tinha doenças crónicas e problemas renais. Esta foi a quinta vítima mortal ligada ao surto. As outras quatro idosas que faleceram tinham todas mais de 80 anos e problemas de saúde crónicos. Lei Wai Seng explicou na conferência de imprensa de terça-feira que as idosas não faleceram devido à Covid-19, mas sim a outros problemas crónicos, ainda que a morte esteja associada ao vírus, uma vez que as idosas tinham sido diagnosticadas com o coronavírus. O médico aproveitou para apelar a que os idosos tenham precauções, uma vez que, depois de infectados com Covid-19, “é fácil aparecerem complicações graves”.

      O representante dos Serviços de Polícia Unitários (SPU) esteve presente na conferência de imprensa e adiantou que, até às 15h de ontem, tinham sido acumulados 25 casos de infracção ao despacho do Chefe do Executivo por não utilização de máscara ou por correr na rua, por exemplo.

      PONTO FINAL