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      Líder das Ilhas Salomão descarta possibilidade de China construir base militar no país

      O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, assegurou ontem que não vai permitir a construção de uma base militar chinesa no seu país, apesar do pacto de segurança celebrado com Pequim.

      O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare lembrou que a construção de uma base chinesa tornaria a nação do Pacífico Sul e os seus cidadãos em “alvos de possíveis ataques militares”. O governante fechou um acordo de segurança com Pequim, em Abril passado, que suscitou receios, face à possibilidade de a China construir uma base militar permanente a 2.000 quilómetros da costa nordeste da Austrália.

      Durante uma reunião entre os líderes das nações insulares do Pacífico, realizada quarta-feira e ontem nas Fiji, o governante negou veementemente aquela possibilidade. “No momento em que estabelecêssemos uma base militar estrangeira, imediatamente passávamos a ser um inimigo. E colocaríamos também o nosso país e o nosso povo como alvos de possíveis ataques militares”, disse Sogavare, aos jornalistas. “Não há base militar, nem qualquer outra instalação ou instituição militar no acordo. Esse é um ponto muito importante que continuamos a reiterar à família da região”, acrescentou.

      Os Estados Unidos e a Austrália avisaram as Ilhas Salomão que não tolerariam a construção de uma base militar chinesa no país. Desde então, o governo do novo primeiro-ministro australiano Anthony Albanese foi eleito, com a promessa de mais ajuda e envolvimento com os vizinhos insulares.

      Sogavare cumprimentou Albanese com um abraço na quarta-feira, na sua primeira reunião presencial, que ocorreu em Suva, à margem da cimeira dos líderes do Fórum das Ilhas do Pacífico. O fórum inclui as 18 nações insulares, até que Kiribati se retirou esta semana.

      Albanese descreveu a reunião como “muito construtiva”, enfatizando que “os interesses da Austrália seriam afetados ao ter uma base militar tão perto”. “Congratulo os comentários [de Sogavare] que descartam a existência de uma base chinesa [perto] da Austrália”, disse Albanese.

      A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse ter falado francamente com Sogavare durante uma reunião na quarta-feira, sobre as preocupações com o pacto chinês. Ela disse que os dois líderes encontraram um “terreno comum” sobre a necessidade de limitar a militarização na região.

      A cimeira ficou marcada pelas tensões geopolíticas entre China e Estados Unidos, que demonstraram o valor estratégico elevado da região. O primeiro-ministro das Fiji, Frank Bainimarama, que presidiu a cimeira, disse aos seus homólogos, no discurso de abertura, que o “cenário global e geopolítico é altamente competitivo”. “Estamos a ver um sistema multipolar emergir, com todos a quererem moldar o mundo a seu favor”, disse Bainimarama.

      Bainimarama convidou a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, a fazer um discurso virtual na quarta-feira. Harris propôs a abertura de novas embaixadas em Tonga e Kiribati, o Estado da Micronésia que se retirou do fórum esta semana. A responsável também propôs solicitar que o Congresso dos EUA triplique o financiamento para assistência ao setor da pesca na região para 60 milhões de dólares por ano e nomeie o primeiro enviado dos EUA para o fórum.

      As Ilhas Salomão e Kiribati mudaram recentemente o seu reconhecimento diplomático de Taiwan para Pequim. A retirada de Kiribati do fórum está a ser interpretada como um aprofundamento da influência da China na região.

      Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau