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      Deputados pedem mais apoios económicos

      Para fazer face ao confinamento decretado pelo Governo, três deputados à Assembleia Legislativa (AL) ligados à União Geral das Associações dos Moradores de Macau pedem que o Executivo reforce as medidas de apoio económico.

      Num comunicado enviado ontem às redacções, Ho Ion Sang, Ngan Iek Hang e Leong Hong Sai começam por lembrar que, devido ao surto, todas as actividades comerciais e industriais foram obrigadas a parar durante uma semana. Os deputados dizem concordar com a paralisação e aproveitam até para apelar aos cidadãos que cooperem com os trabalhos das autoridades, no entanto, pedem ao Governo que lance um novo plano de apoios.

      Os três deputados alertam que “muitos residentes já estão exaustos devido à situação de desemprego, subemprego e cortes salariais” e “o confinamento irá, sem dúvida, aumentar a precariedade dos trabalhadores que já se encontravam em dificuldades terríveis”.

      No comunicado, os Moradores denunciam que muitos empresários têm, durante mais de dois anos, “apoiado activamente a política anti-epidémica do Governo da RAEM e lutado para manter as ‘tigelas de arroz’ dos seus empregados”, mas, com este confinamento, “eles não terão outra escolha senão fechar os seus negócios para impedir mais prejuízos”.

      Assim, Ho Ion Sang, Ngan Iek Hang e Leong Hong Sai esperam que o Governo melhore o pacote de apoios económicos apresentado no início do surto. Recorde-se que o pacote de apoios do Governo implica um orçamento de 10 mil milhões de patacas e inclui uma nova ronda de apoio pecuniário – para quem aufere menos de 20 mil patacas mensais -, redução e isenção de taxas e impostos, optimização do plano de formação subsidiada, um plano de abonos provisórios para táxis e um carnaval de consumo.

      Os parlamentares dos Moradores sugerem a expansão da cobertura do plano, a exploração activa de políticas de apoio mais precisas e eficazes para apoiar desempregados, e quem não beneficia de assistência financeira, nomeadamente cuidadores. Por outro lado, os deputados dizem que o Governo deve alargar o âmbito da nova ronda de apoio pecuniário, para que não abranja apenas quem aufere menos de 20 mil patacas mensais. “Espera-se também que o limite máximo para as deduções do imposto profissional possa ser aumentado com referência às políticas de apoio relevantes nos últimos dois anos, para que mais famílias afectadas possam beneficiar”, lê-se no comunicado dos Moradores.

      Por outro lado, os deputados alertam que “o sector empresarial está preocupado com o ambiente de negócios” e, por isso, apelam a que as autoridades “prestem muita atenção ao desenvolvimento da epidemia, avaliem as condições económicas e de subsistência, e lancem um novo plano do cartão de consumo electrónico para ajudar a impulsionar a procura interna após a estabilização da epidemia”. Por fim, os parlamentares pedem também que o Executivo fiscalize atentamente os preços dos produtos de consumo e disponibilizem publicamente os resultados da fiscalização.