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      InícioSociedadeMais de 900 advertências no primeiro dia de confinamento

      Mais de 900 advertências no primeiro dia de confinamento

      No primeiro dia de confinamento, as autoridades advertiram 905 pessoas por, segundo os padrões do Governo, não terem motivos para estarem na rua. Não foi aplicada, no entanto, nenhuma multa. Mas o representante dos Serviços de Polícia Unitários avisou que a fiscalização vai endurecer nos próximos dias. No domingo foram detectados 59 novos casos de Covid-19, 17 deles na comunidade. A redução do número de novos casos não é motivo para festejos, disse Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde.

      Teve início ontem o confinamento imposto pelo Governo. A ordem é para suspender actividades comerciais e industriais, suprimir transportes públicos e que os cidadãos não saiam de casa, a não ser que exerçam actividades consideradas essenciais para a vida quotidiana. Quem não cumprir as normas do Governo arrisca-se a pena de prisão até dois anos ou até 240 dias de multa. Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, as autoridades indicaram que foram feitas 905 advertências a pessoas que, de acordo com os padrões do Executivo, não tinham motivo para estarem na rua.

      Cheong Kin Ian, chefe da divisão de ligação de assuntos policiais e relações públicas dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), referiu que as autoridades de 34 serviços públicos diferentes estiveram em várias zonas da cidade a abordar quem estava na rua e, até às 15h, foram feitas 905 advertências “envolvendo sobretudo o passeio de animais de estimação, correr na rua ou a não utilização adequada da máscara”.

      Não foram, no entanto, aplicadas multas. Cheong Kin Ian sublinhou que numa primeira fase as autoridades apenas dirigem “reparos” aos transeuntes, mas, posteriormente, serão reforçadas as acções policiais. “Todos os cidadãos têm de observar a lei e prestar atenção ao despacho [que exige que as pessoas permaneçam em casa], senão pode ser aplicada multa”, avisou o representante dos SPU.

      Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades fizeram um balanço dos números de domingo, dia em que se registaram mais 59 casos. Há agora um total de 1.526 casos positivos acumulados desde 18 de Junho, altura em que surgiu o surto.

      Dos 59 novos casos, apenas 17 foram detectados na comunidade. Nos últimos dias tem diminuído o número de casos na comunidade. No sábado registaram-se um total de 93 novos casos, sendo que 34 foram detectados na comunidade; na sexta-feira houve um acréscimo de 71 novos casos, sendo 26 na comunidade; e quinta-feira registaram-se 88 novos casos, 57 deles detectados na comunidade.

      Esta queda no número de casos na comunidade não é motivo para festejos, na opinião de Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde. “Ainda temos algum risco, uma cadeia de transmissão na comunidade. Tendo em conta a natureza da estirpe, a velocidade de propagação é muito rápida”, avisou, acrescentando que, “se existir uma cadeia de transmissão e não acompanharmos a situação, a curto prazo poderá haver um aumento drástico”. “Não podemos dizer que são boas notícias, temos de persistir nas medidas antiepidémicas, incluindo nos testes massivos e testes de antigénio”, afirmou a responsável.

      Ontem, as autoridades foram questionadas sobre se há a possibilidade de as medidas ficarem mais severas no futuro, mas os responsáveis indicaram apenas que só conhecendo os resultados finais dos testes em massa é que serão pensadas as medidas futuras.

      Na conferência de imprensa de ontem, Leong Iek Hou voltou a apelar para que as trabalhadoras domésticas possam ficar a dormir em casa dos empregadores durante o surto. A governante assinalou que, se as domésticas ficarem infectadas, podem transmitir o vírus para as crianças ou idosos para quem trabalham, “trazendo consequências graves”.

      Por fim, o responsável da Direcção dos Serviços de Assuntos de Tráfego (DSAT) indicou que, até à tarde de ontem, houve apenas 9.300 passageiros nos transportes públicos, ou seja, uma redução de cerca de 90% em relação aos dias normais. Recorde-se que, durante esta semana, só estarão disponíveis os serviços mínimos, com apenas 30 carreiras de autocarros a serem disponibilizadas exclusivamente para quem exerça “actividades indispensáveis à subsistência e dos trabalhadores necessários ao combate à epidemia”.