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      InícioEconomiaColapso das PME pode ter “efeito irreversível” na economia, alertam deputados

      Colapso das PME pode ter “efeito irreversível” na economia, alertam deputados

      Num comunicado divulgado pelos três deputados eleitos pela via indirecta, José Chui, Ip Sio Kai e Wang Sai Man, foi feito um alerta que a medida de suspensão de todas as actividades comerciais e industriais não essenciais podem tornar-se na “a gota de água” para “quebrar as costas do camelo,” destacando que, “se as PMEs colapsarem em grande escala devido à epidemia, isso terá um efeito negativo irreversível sobre o emprego e a economia em Macau”.

      Perante a suspensão de todas as actividades industriais e comerciais não essenciais durante esta semana que agora começa, os deputados do sector financeiro e do comércio e indústria, José Chui, Ip Sio Kai e Wang Sai Man, consideraram que a decisão tomada pelas autoridades foi um passo “correcto” à luz do desenvolvimento dinâmico da epidemia através de uma análise científica, estudo e avaliação abrangente da situação.

      Os três deputados observaram que a epidemia tem colocado uma pressão tremenda sobre todos os sectores no território, levando inclusive à falência de muitas empresas que não conseguiram aguentar a situação, e muitos trabalhadores empregados perderam o seu emprego como a consequência. Referiam ainda que, para combater a nova ronda do surto da Covid-19, vários estabelecimentos de entretenimento e de lazer suspenderam as actividades, muitas empresas estão a sofrer com perdas avultadas. Juntamente com esta medida de suspensão da actividades, com mais de três semanas acumuladas, “pode tornar-se a ‘gota de água’ para ‘quebrar as costas do camelo’,” sublinharam os parlamentares, frisando que “se deixarem as PMEs a colapsarem em grande escala devido à epidemia, isso terá um efeito negativo irreversível sobre o emprego e a economia em Macau”.

      Os três parlamentares instaram as autoridades para acelerar a implementação das nove medidas de apoio ao combate à epidemia no valor de dez mil milhões de patacas. Por outro lado, sugeriram que o Governo deveria melhorar as medidas de apoio financeiro e expandir os grupos destinatários e as modalidades de aplicação, fornecendo mais subsídios aos serviços necessários que ainda estão a funcionar, e às empresas que reduzem o número de empregados que trabalham sem baixar os seus salários. Para os deputados, as autoridades devem prestar mais cuidado e atenção às indústrias, empresas e trabalhadores independentes que ainda não beneficiaram do apoio financeiro, para as medidas serem mais precisas e orientadas, ou mesmo um apoio “excepcional” para ajudar os diversos sectores e indústrias a enfrentarem esta época de dificuldades.

      Os três legisladores apelaram à compreensão mútua e compaixão entre empregadores e trabalhadores neste momento crítico da epidemia, e que trabalhem em conjunto através de negociações amigáveis para adoptar várias medidas apropriadas em momentos extraordinários, tais como tirar férias anuais e férias remuneradas em primeiro lugar, de modo a alcançar um consenso que permita às empresas sobreviverem e às relações laborais continuarem de forma harmoniosa.