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      Lei Chan U pede estudo sobre viabilidade de suspensão total de actividades para combate à epidemia

      O actual surto acumulou mais de 800 casos desde 18 de Junho, sem se evidenciar uma redução visível em termos do aumento diário do número de novos casos positivos. A situação permanece crítica, uma vez que existem médicos, bombeiros, agentes da polícia e trabalhadores de cuidados residenciais da linha de frente que foram infectados. O deputado Lei Chan U considera que a cidade está numa “situação preocupante”, sugerindo que o Governo estude a viabilidade de suspensão total de actividades para combater a epidemia, defendendo que “cada um é um elo indispensável” numa “cadeia de responsabilidade” diante da pandemia.

       

      Numa interpelação escrita apresentada por Lei Chan U, o deputado destacou a transmissibilidade muito elevada da variante Ómicron do novo coronavírus, alertando para as consequências irreversíveis causadas pela crise de saúde pública se o território não conseguir identificar a fonte de infecção com a maior brevidade possível e cortar a via de transmissão. O parlamentar frisou a necessidade de o Governo estudar medidas de reforço à prevenção e controlo da epidemia, para alcançar a meta de ‘zero casos’ encontrados na comunidade e regressar progressivamente à normalidade.

      O deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) lembrou que, no início de surto, o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, já tinha salientado a necessidade de quebrar a cadeia de transmissão na comunidade o mais rapidamente possível. No entanto, duas semanas após o primeiro caso surgido nesta ronda, a cadeia de transmissão ainda não foi quebrada e o número de novos casos confirmados na comunidade permanece elevado. As autoridades revelaram recentemente que ainda existem diversas cadeias de transmissão não identificáveis e muitas “cadeias ocultas de transmissão” no território, o que é “uma situação preocupante”, indicou Lei Chan U.

      O legislador considera que o actual surto é o maior desafio enfrentado por Macau desde o início da epidemia em 2019. “O público está preocupado sobre quando a crise poderá acabar e quando se pode conseguir ‘zero casos’ na comunidade”, disse. O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, afirmou anteriormente que, de acordo com a experiência de resposta aos dois surtos do ano passado, ambos foram controlados num prazo de 14 dias. Contudo, já passaram 14 dias e o número de novos casos positivos continua a aumentar. Com alguma das fontes de infecção e cadeia de transmissão ainda desconhecidas, o desenvolvimento da epidemia “está repleto de incertezas”, referiu o vice-presidente da FAOM.

      Na interpelação apresentada por Lei Chan U, o deputado eleito pela via directa acredita que se a epidemia continuar a persistir durante um longo período de tempo, tal irá “infligir um duro golpe” na economia e na vida de população em Macau. Atingir ‘zero casos’ encontrados na comunidade e reabrir a fronteira entre Macau e o interior da China tornaram-se agora nas prioridades do trabalho das autoridades, salientou o deputado, observando que, no encontro do aniversário do retorno de Hong Kong à pátria realizado na semana passada, o Presidente chinês, Xi Jinping, expressou a Ho Iat Seng que o Governo da RAEM continue a dedicar-se às medidas destinadas a aliviarem as dificuldades da população.

      Para Lei Chan U, perante a grave situação epidemiológica de Covid-19 é essencial o Governo estudar a necessidade de adoptar mais medidas de prevenção e controlo da epidemia. Para além de manter as medidas profiláticas existentes, tais como a suspensão de serviços públicos, o encerramento de espaços de lazer e de todos os estabelecimentos de restauração, limitados apenas ao serviço de ‘takeaway’. O Governo deve também estudar a viabilidade de “suspender os trabalhadores e interromper a produção”, para reduzir a circulação de pessoas, de modo a controlar os pontos de risco o mais rapidamente possível e cortar a cadeia de transmissão do vírus. Caso contrário, “tudo será em vão”, apontou o parlamentar.

      Por conseguinte, as autoridades podem introduzir uma gama mais vasta de esquemas de assistência para apoiar a implementação destas medidas, para além das “medidas de apoio ao combate à epidemia no valor de dez mil milhões de patacas para o ano de 2022”, defende o deputado, argumentando que, após mais de dois anos de experiência de luta contra a epidemia, todos os sectores da comunidade deveriam estabelecer firmemente uma consciência de “cadeia de responsabilidade”, e todos deveriam estar plenamente conscientes de que “cada um é um elo indispensável na cadeia de responsabilidade” para combater a epidemia. O parlamentar concluiu dizem que só se os elos de “cadeia” forem apertadamente ligados é que se pode construir um sistema eficaz de prevenção e controlo da epidemia.

       

      PONTO FINAL