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      Chefe do Executivo foi a Hong Kong mas não vai cumprir quarentena no regresso a Macau

      Ho Iat Seng deslocou-se ontem a Hong Kong, onde vai participar nas cerimónias de celebração do 25.º aniversário da RAEHK. No entanto, no regresso a Macau, o Chefe do Executivo não vai cumprir quarentena. A norma em vigor, recorde-se, diz que qualquer residente que entre em Macau vindo de Hong Kong tem de realizar um período de observação médica de isolamento centralizado de dez dias e ainda um período de sete dias de autogestão de saúde. O PONTO FINAL tentou esclarecer a situação junto das autoridades, mas sem sucesso.

      Ao contrário das medidas actualmente em vigor, o Chefe do Executivo não vai cumprir quarentena quando regressar de Hong Kong, onde se deslocou para participar nas comemorações do 25.º aniversário da RAEHK e na tomada de posse do Governo de John Lee.

      De acordo com uma nota divulgada pelo Governo, Ho Iat Seng viajou ontem para a região vizinha, a convite de Carrie Lam, Chefe do Executivo da RAEHK ainda em funções. A viagem de regresso está marcada para amanhã, dia 1 de Julho.

      No comunicado divulgado ontem, o Governo diz que, para participar nesta “actividade celebrativa tão significante”, a comitiva do Chefe do Executivo “cumpriu escrupulosamente as exigências de prevenção epidémica da RAEHK, tendo efectuado, com uma semana de antecedência, antes da partida, a monitorização de saúde e, diariamente, testes de antigénio e de ácido nucleico”. Também durante os três dias em Hong Kong, Ho Iat Seng “procederá à gestão preventiva de circuito fechado e às devidas testagens”, asseguram as autoridades.

      Quando chegar a Macau, segundo a nota, Ho Iat Seng e a sua comitiva vão “realizar quatro testes de ácido nucleico nos 1.º, 2.º, 4.º e 7.º dias e, durante aquele período, não participarão em actividades quando o uso de máscara seja incompatível com a natureza das mesmas”. Apesar de o Governo dizer que as medidas a cumprir pelo Chefe do Executivo são “em cumprimento rigoroso das exigências anti-epidémicas dos Serviços de Saúde”, o comunicado nada refere sobre o cumprimento do período de quarentena.

      Actualmente é exigido a quem vem de Hong Kong que cumpra isolamento centralizado de dez dias, mais sete dias de monitorização da própria saúde. Segundo o mais recente anúncio dos Serviços de Saúde, as pessoas que entram em Macau provenientes da RAEHK, de Taiwan ou do estrangeiro devem “ter concluído todos os procedimentos de vacinação contra o novo tipo de coronavírus antes da entrada em Macau; no momento da entrada e durante todo o período de observação médica de isolamento centralizado devem ter todos os resultados de testes de ácido nucleico negativos; estarem cientes e cumprir com todos os requisitos em vigor relativos à prevenção epidémica” e “poderão sair do hotel de observação médica, após cumprir com a observação médica centralizada de 10 dias e realizar sete dias de monitorização da própria saúde”.

      O PONTO FINAL perguntou à Direcção dos Serviços para os Assuntos da Sede do Governo quais os motivos pelos quais o Chefe do Executivo não irá cumprir quarentena à chegada, mas o organismo disse apenas que essa questão não era da sua competência e remeteu mais informações para o Gabinete de Comunicação Social (GCS). Assim, o PONTO FINAL quis confirmar junto do GCS se a não referência, no comunicado de imprensa, a um período de quarentena a ser cumprido pelo líder do Governo significa que o Chefe do Executivo não será sujeito ao mesmo. O organismo esclareceu que “toda a informação consta da nota de imprensa”.

      PONTO FINAL