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      Autocarros registam prejuízos por dois anos consecutivos

      Os relatórios das contas do exercício publicadosontem pelas duas empresas que prestam o serviço público de autocarros relativos ao ano de 2021 relatamprejuízos por dois anos consecutivos a partir daepidemia de Covid-19. A Transportes Colectivos de Macau (TCM) perdeu 1,93 milhões de patacas, enquanto a Transportes Urbanos de Macau (Transmac) perdeu 5,83 milhões de patacas. A companhia de transportes colectivos de passageiros mostrou-se pessimista para o ano de 2022, considerando que o impacto negativo da epidemia de Covid-19 irá permanecer no território e a recuperação económica “não será optimista”.

      Segundo os relatórios aunais publicados ontem emBoletim Oficial pelas duas empresas concessionárias dofornecimento de serviços de transportes colectivos de passageiros, a Transportes Colectivos de Macau (TCM) verificou um prejuízo de 1,93 milhões de patacas no ano passado, enquanto a Transportes Urbanos de Macau (Transmac) registou a perda de 5,83 milhões de patacas no ano passado. Os resultados devem-se à redução de receitas e ao aumento de custos resultantes dos preços elevados dos combustíveis, bem como despesas adicionais de desinfeções reforçadas.

      Na sequência das medidas implementadas para restringira mobilidade de pessoal no contexto da epidemia da Covid-19, a procura do público pelos serviços de autocarros tem sido diminuída. Conforme relevado pela TCM, apesar de ter registado um aumento ligeiro quanto ao número de passageiros recebidos em comparação com o ano passado, ainda não conseguiu recuperar o nível pré-epidémico. Quanto à Transmac, que representava mais de 60% do número total das carreiras de transporte público no território, o volume diário de passageiros transportados pela mesma registou uma diminuição de 20% em comparação com o período antes da epidemia. Além disso, a Transmac observou ainda que o rendimento do subsídio financeiro diminuiu 7% em 2021.

      Os custos operacionais aumentaram e não se deve apenasao aumento de preços combustíveis e às despesas extras de limpezas reforçadas de veículos, mas também à aposta nos veículos sustentáveis amigos do ambiente, no intuito de acompanhar a orientação dada pelas autoridades no âmbito da promoção de viaturas ecológicas e de combustível alternativo. Para a TCM, até 2024, 473 autocarros movidos com novasenergias serão adquiridos e a Transmac irá adquirir pelo menos160 autocarros eléctricos adequados ao ambiente operacional de Macau.

      Recorde-se que, a partir do passado domingo, com o objectivo de responder à situação epidémica e a subsequente diminuição da procura dos serviços de autocarros, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) resolveucortar a frequência das linhas de autocarros, que se varia entre 4% a 50%, cerca de 20% do valor geral, reforçando o apelo à população para ficar em casa, interromper actividades desnecessárias e reduzir a mobilidade social, com vista a reduzir o risco de infecção na comunidade. De acordo com os dados estatísticos da DSAT, até 31 de Dezembro de 2021 existiam 86 carreiras exploradas de autocarros públicos em Macau. Segundo foi revelado por trabalhadores da TCM e da Transmac, os condutores afectados destas empresas foram obrigados a gozar as respectivas férias anuais na sequência da imposição dessa medida.

      Face a tal realidade, a Transmac mostrou-se pessimista. Olhando para o ano 2022, o impacto da epidemia de Covid-19 em Macau continuará a ser grave. Com a diminuição de turistas, a recuperação económica não será optimista, referiua companhia no relatório oficialmente divulgado.

      Apesar disso, as duas concessionárias de transportes rodoviários de passageiros referiram no final do relatório que, perante a redução de passageiros provocada pela crise de saúde pública no território, irão continuar a dedicar-se notrabalho de combate à Covid-19 e reforçar a desinfecção para garantir a segurança e higiene dos veículos.

      PONTO FINAL