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      Catarina Cottinelli expõe “Desenhar Macau – Desenho, Pintura, Gravura e Monotipias” na Casa Garden

      Uma retrospectiva dos quatro anos que a artista vive em Macau é o que se pode esperar para a próxima exposição individual de Catarina Cottinelli. Cerca de 150 trabalhos, desde o desenho até à pintura, a maioria sobre Macau, um território que é “uma grande fonte de inspiração pela sua arquitectura e ambientes muito próprios”.

      No âmbito das comemorações do “Junho, mês de Portugal na RAEM”, a artista Catarina Cottinelli apresenta “Desenhar Macau – Desenho, Pintura, Gravura e Monotipias”, uma exposição com cerca de 150 obras de pintura a óleo, desenho e gravura, que estará patente de 25 de Junho, com inauguração às 17h30, até 31 de Julho, na Casa Garden da Fundação Oriente, e é uma espécie de retrospectiva dos trabalhos que aportuguesa tem vindo a fazer desde que chegou a Macau em 2018.

      Esta exposição “resulta de uma prática diária na vida de Catarina Cottinelli como forma de observar e reconhecer o mundo envolvente”, lê-se na nota de imprensa. O território tem sido, para a artista, “uma grande fonte de inspiração pela sua arquitectura e ambientes muito próprios e também pelas pessoas e encontros felizes que Macau lhe proporcionou”.

      Ao PONTO FINAL, Catarina Cottinelli explicou que a possibilidade de expor no território surgiu depois do convite feito pela delegada da Fundação Oriente em Macau, Ana Paula Cleto.

      Desenhar Macau é o título da exposição e não se refere só ao desenho, mas também à sua dimensão crítica e à observação da nossa envolvente humana, as coisas e pessoas que fazem os ambientes como este bem especial de Macau”, começou por referir a artista.

      A exposição tem uma parte que se refere mais a Macau, à sua arquitectura, espaço urbano e ambientes naturais como o jardim do Lou Lim Ioc, a Rua da Felicidade ou Coloane e os seus trilhos, por exemplo, onde vão estar várias obras desde desenhos a aguarelas e óleos.

      A artista considerou que o seu trabalho que agora estará nas paredes da Casa Garden vai “do desenho para a pintura”, explicando que “ao longo destes anos todos e da experiênciaadquirida tenho feito mais desenho de observação a grafite e caneta e foi nestes anos em Macau que tive a oportunidade de experimentar outras técnicas.

      Catarina Cottinelli confessou ao nosso jornal que a presença nos cursos de Casa de Portugal promovidos pela artista Madalena Fonseca, em 2019, ajudaram a desenvolver em si várias técnicas desde a pintura a óleo, paisagem, retratos e também gravura. “Os trabalhos expostos revelam o conjunto destas experiências e são o resultado destes quatro anos em Macau. Uma parte da exposição é dedicada às quarentenas, a primeira em casa em Março de 2020 e a outra já em 2021 no hotel Grand Coloane Resort”, explicou, acrescentando que há também uma série de retratos de família que a autora fez em 2020 para poder “estar com todos mesmo sem voltar a Portugal”.

      Catarina nasceu em Lisboa e é licenciada em Arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa. Estudou desenho à mão livre na Berkeley University of California (UCLA), em 1985. Desde que chegou a Macau, em 2018, que é professora visitante na Universidade de São José (USJ). É filha de Daciano da Costa, considerado o “pai do design português”, e neta de Cottinelli Telmo, arquitecto e cineasta, responsável pela Exposição do Mundo Português e por ter idealizado o Padrão dos Descobrimentos, bem como por ter realizado o filme “A Canção de Lisboa” com Vasco Santana, Beatriz Costa e António Silva. É caso para dizer que filha de peixe sabe nadar. Do trabalho deles, é quase certo, bebeu a influência do meio artístico.

      PONTO FINAL