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      NATO diz que fornecimento de armas pesadas modernas à Ucrânia avança, mas “exige tempo”

      Os países da NATO vão fornecer armas pesadas modernas à Ucrânia, como solicitado por Kiev, mas tal “exige tempo”, pois será necessário formar os militares ucranianos para as utilizarem, disse ontem o secretário-geral da Aliança Atlântica.

      “Tomámos a medida de urgência, mas estes esforços exigem tempo. A transição dos equipamentos da era soviética para os equipamentos modernos da NATO significa que os ucranianos devem estar preparados a utilizá-los. É uma transição difícil e exigente”, explicou Jens Stoltenberg.

      O secretário-geral, que falava em conferência de imprensa horas antes do início de uma reunião de ministros da Defesa da NATO, que decorre em Bruxelas até esta quinta-feira, precisou que se trata de “artilharia, sistemas de longo alcance e sistemas antiaéreos” modernos, que requerem formação e manutenção.

      Lembrando que o “grupo de contacto de apoio à Ucrânia” liderado pelos Estados Unidos se reúne igualmente na NATO, para discutir o apoio militar, o responsável norueguês indicou que também o ministro da Defesa ucraniano terá oportunidade de se dirigir aos Aliados para especificar as necessidades mais urgentes das forças armadas ucranianas.

      Na terça-feira à noite, em Haia, após um encontro informal com sete chefes de Estado e de Governo da NATO coorganizado pelos Países Baixos e a Dinamarca, e no qual participou o primeiro-ministro António Costa, Stoltenberg já havia reconhecido que Kiev necessita de “mais armas pesadas”, designadamente para combater o avanço das forças russas na região do Donbass, no leste da Ucrânia.

      Até ao momento e desde o início da invasão russa, em 24 de Fevereiro, os Aliados têm fornecido à Ucrânia armas pesadas da época soviética, aquelas para as quais as forças armadas ucranianas têm formação para utilizar. Esta questão será um dos temas centrais da reunião de ministros da Defesa da NATO, que teve início ontem ao final da tarde em Bruxelas e na qual participa a ministra Helena Carreiras.

      Turquia aguarda “resposta escrita” da Suécia e da Finlândia

      A Turquia espera uma “resposta escrita” da Suécia e da Finlândia antes de levantar as suas objecções à adesão dos dois países nórdicos à NATO, anunciou ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros turco. “Enviámos os nossos pedidos por escrito a estes dois países. (…) Estamos agora à espera das suas respostas escritas”, disse Mevlut Cavusoglu, aos jornalistas. Sem adiantar mais detalhes sobre os pedidos, o ministro afirmou que não se trata apenas de “alterar as leis”, numa referência à Suécia, que anunciou recentemente a sua intenção de reforçar a legislação relativa à luta contra o terrorismo.

      O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também reiterou esta quarta-feira, perante os parlamentares do seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), que “no que diz respeito à NATO, enquanto a Suécia e a Finlândia não adotarem medidas concretas sobre a luta contra o terrorismo” a “posição (de Ancara) não mudará”. A Turquia acusa ambos os países de dar asilo a militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado como “terrorista” pelo governo turco e os seus aliados ocidentais.

      A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, apelou na terça-feira para que se consiga um acordo com Ancara antes da cimeira da Aliança Atlântica no final de Junho. Caso contrário, a representante finlandesa teme que a adesão do seu país e da Suécia possa ficar “congelada”. “É muito importante encontrar uma solução antes da cimeira de Madrid, porque acho que este é o momento. Se não resolvermos essas questões antes de Madrid, há o risco de a situação ficar congelada por algum tempo”, disse Marin, numa conferência de imprensa, em Bommersvik (Suécia).

      O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse na segunda-feira que a Suécia e a organização internacional estão a “trabalhar arduamente” para resolver as questões “legítimas” levantadas pela Turquia. “O Sr. Stoltenberg expressa sempre com sinceridade os seus pontos de vista e esforça-se por responder às preocupações da Turquia. Agradecemos os seus esforços”, comentou Cavusoglu.

      Ambos os países apresentaram o seu pedido de adesão em meados de Maio, que deve ser aprovado por todos os membros e que conta com o veto da Turquia, que alegou que os governos da Finlândia e da Suécia não têm sido suficientemente duros em relação a “terroristas” curdos.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau