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      InícioÁsiaPetrolífera australiana reafirma empenho no Mar de Timor

      Petrolífera australiana reafirma empenho no Mar de Timor

      A petrolífera australiana Woodside disse ontem que continua empenhada em avançar no desenvolvimento dos campos ‘Greater Sunrise’, no Mar de Timor, o que exige um novo acordo de partilha de produção e disposições fiscais e regulamentares.

      “A Woodside tem uma forte relação com os governos de Timor-Leste e da Austrália e continua empenhada em progredir no desenvolvimento do Greater Sunrise”, disse à Lusa um porta-voz oficial da empresa. “As negociações entre os dois Governos e o consórcio da Sunrise sobre o novo Contrato de Partilha de Produção começaram em Novembro de 2018 e estão em curso, com duas reuniões trilaterais fundamentais já realizadas este ano”, sublinha.

      Questionado pela Lusa sobre o mesmo assunto, António de Sousa, presidente da petrolífera timorense Timor Gap – que detém a maioria do consórcio do ‘Greater Sunrise’ – disse que o projeto de desenvolvimento tem que ser alvo de uma “decisão nacional”. “Em termos das negociações as coisas estão a correr bem. Foi concluída a agenda para as negociações e isso é muito bom. Estamos a trabalhar para ir respondendo aos desafios”, disse. António de Sousa reiterou a necessidade de uma certificação de reservas para garantir a viabilidade do projecto e saber qual o seu modelo, um processo que “demora o seu tempo”.

      O projecto do ‘Greater Sunrise’ constitui o maior investimento de sempre do Governo timorense, que já utilizou 650 milhões de dólares do fundo petrolífero para comprar a participação maioritária no consórcio que vai realizar a componente de ‘upstream’ do projeto. Assim, e depois da compra, a Timor Gap detém uma participação maioritária de 56,6% no consórcio do projeto, que inclui ainda a Woodside, como operadora, e a Osaka Gas.

      As estimativas iniciais da Timor Gap antecipavam que o desenvolvimento do projeto teria custos de capital até 12 mil milhões de dólares norte-americanos. A previsão otimista, baseada num preço por barril de cerca de 60 dólares, era de um retorno financeiro que podia alcançar os 28 mil milhões de dólares. “O desenvolvimento da Greater Sunrise tem o potencial de dar valor tanto ao povo de Timor-Leste como aos acionistas do consórcio, e a atual crise energética global coloca em perspetiva a dimensão da oportunidade”, explica a Woodside.

      O porta-voz da empresa – uma das participantes numa cimeira de petróleo, gás e minas que começou ontem em Díli – explicou que “as disposições fiscais e regulamentares e o novo Contrato de Partilha de Produção (CPP) têm de ser finalizados antes de o projecto poder avançar”. “Até que sejam implementados novos acordos de CPS, a Sunrise Joint Venture continuará a honrar as suas obrigações ao abrigo dos contratos de partilha de produção existentes (JPDA 03-19 e JPDA 03-20) e de Arrendamentos de Retenção (NT/RL2 e NT/RL4)”, explica.

      Em 2020 a Woodside registou imparidades de 170 milhões de dólares no Greater Sunrise. Apesar disso, notou ontem o porta-voz, a Woodside continua a registar nas suas contas um Contingente de Recursos do Greater Sunrise de 377 MMBoe (milhões de barris de óleo equivalente)”.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau