Edição do dia

Quinta-feira, 30 de Junho, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
26.9 ° C
31 °
26.9 °
94 %
5.1kmh
40 %
Qui
28 °
Sex
29 °
Sáb
28 °
Dom
29 °
Seg
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Lusofonia Brasil é a “síntese do império colonial português”, defende senador brasileiro

      Brasil é a “síntese do império colonial português”, defende senador brasileiro

      A ideia foi transmitida pelo presidente da Comissão Especial Curadora do Senado para o Bicentenário da Independência do Brasil, o senador Randolfe Rodrigues, que considera que o país é “síntese do império colonial português” e que se tornou “a mais portuguesa de todas as nações”. “A Lusofonia, foi no Brasil que se processou, não foi em Macau, não foi em Timor-Leste, não foi em Moçambique, não foi em Angola, não foi na Guiné-Bissau, não foi em Cabo Verde, foi aqui, em que a mistura da obra do império colonial português se processou e se concretizou”.

      O presidente da Comissão Especial Curadora do Senado para o Bicentenário da Independência do Brasil considera que o país é “síntese do império colonial português” e que se tornou “a mais portuguesa de todas as nações”. “O império colonial português se abriu pelo mundo, vocês tomaram conta do Atlântico, tornaram-se a grande nação marítima dos séculos XV, XVI e XVII, as poesias de Camões retratam as epopeias que vocês fizeram”, começa por explicar, em entrevista à Lusa, em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues.

      Ainda assim, sublinhou, foi o Brasil que se tornou “a mais portuguesa de todas as nações” e “a síntese do império colonial português”, considerou o responsável pelas celebrações da independência do Brasil. Na opinião de Randolfe Rodrigues, “a Lusofonia, foi no Brasil que se processou, não foi em Macau, não foi em Timor-Leste, não foi em Moçambique, não foi em Angola, não foi na Guiné-Bissau, não foi em Cabo Verde, foi aqui, em que a mistura da obra do império colonial português se processou e se concretizou”.

      Para além dos muitos descendentes de portugueses e de europeus, o Brasil foi o país do mundo que recebeu mais escravos das colónias africanas. Os cálculos mais conservadores apontam para mais de quatro milhões entre o século XVI e meados do século XIX. “Foi essa mistura que forjou o povo brasileiro”, afirmou.

      Entre as várias comemorações que estão programadas, haverá uma na sessão solene no dia 8 de Setembro, no Congresso brasileiro, para assinalar os dois séculos da independência do Brasil, no qual, o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Assembleia da República portuguesa, Augusto Santos Silva já confirmaram presença.

      Mas os convidados não se ficam por aí: o Senado brasileiro fez questão de convidar todos os países de língua oficial portuguesa. “Porque nesses representantes tem um pouco da brasilidade”, sublinhou o senador, acrescentando que “quando tiveram aqui os representantes de Angola, Governo de Moçambique, Governo da Guiné-Bissau, há muito de Brasil aí”.

      Quanto ao convite às autoridades portuguesas, não apenas para participarem na sessão solene, mas também para estarem presentes e contribuírem para as comemorações ao longo do ano, esse facto deve-se, considerou, devido à singularidade do processo de independência do Brasil. “Temos um processo de independência muito singular. Acho que entre todas as nações que se emanciparam da sua metrópole talvez só o Brasil consiga fazer a aproximação desses laços que tem com Portugal”, convidando “a antiga metrópole para participar nas celebrações da independência”, explicou RandolfeRodrigues.

      No período que antecedeu ao famoso grito, no dia 7 de Setembro de 1822, “Independência ou morte!” às margens do Rio Ipiranga, houve vários projectos de independência diferentes que podiam ter mudado a história e os laços com Portugal.

      Mas, a tese vencedora foi um “modelo de ruptura em que mantivesse os laços monárquicos de Portugal a partir da continuação de uma monarquia hereditária a partir do príncipe herdeiro regente da coroa portuguesa, lembrou o senador. “Apesar de termos feito uma ruptura, uma separação com Portugal, mantivemos vários laços com os portugueses, reforçou Randolfe Rodrigues.

      O senador não tem dúvidas de que a unidade territorial brasileira, o quarto maior território do planeta, ao contrário do que aconteceu com as colónias espanholas na América do Sul, só foi possível devido à vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro durante as invasões napoleónicas, devido ao singular processo de independência e à “força da espada portuguesa”. “O facto da inteligência, da esperteza, de D. João VI de ter transitado a sede do reino para cá e ter constituído aqui um reino unido foi fundamental”, disse, referindo-se à esquadra portuguesa com o príncipe regente que aportou em Salvador, em 22 de Janeiro de 1808, para mais tarde instituir a cidade do Rio de Janeiro como capital do império português.A gente deve agradecer muito ao expansionismo napoleónico, disse, entre sorrisos, o senador brasileiro.

      Em sentido inverso, o lado espanhol na América do Sul acabou por se desagregar porque a Espanha é ocupada pelas tropas napoleónicas, considerou Randolfe Rodrigues.Disputa sobre o reino espanhol deixa um legado aqui de desagregação do império espanhol (…) e o resultado disso é a separação, afirmou, acrescentando que se isso tivesse acontecido nós não teríamos um Brasil, teríamos vários Brasis’”. “Até à chegada do D. João VI aqui em 1808 nós não tínhamos unidade entre o império colonial português e as localidades brasileiras, frisou.

      Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau