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      Metro Ligeiro com prejuízos de 55,9 milhões de patacas em 2021

      A Sociedade do Metro Ligeiro de Macau apresentou o relatório do exercício relativamente ao ano passado, que mostra que em 2021 o Metro Ligeiro teve 55,9 milhões de patacas de prejuízo. As despesas foram de 836,9 milhões de patacas, enquanto as receitas foram de 781 milhões de patacas. De realçar que 98% das receitas do Metro Ligeiro ao longo do ano passado foram advindas de apoio financeiro prestado pelo Governo da RAEM.

      Foi publicado o relatório do exercício de 2021 da Sociedade do Metro ligeiro de Macau (MLM). O documento mostra que o Metro Ligeiro registou prejuízos, ao longo do ano passado, na ordem dos 55,9 milhões de patacas. As despesas foram de 836,9 milhões de patacas e as receitas de 781 milhões de patacas.

      Relativamente às 781 milhões de patacas de receitas que a MLM registou no ano passado, 766 milhões de patacas – ou seja, 98% – decorreram de apoio financeiro prestado pelo Governo da RAEM. A MLM recebeu ainda 11,2 milhões de patacas advindas de juros e 2,8 milhões de receitas de exploração. No que toca a estes 2,8 milhões de receitas de exploração, 2,6 milhões derivaram da venda de bilhetes.

      A MLM nota que o valor global das receitas geradas pela MLM registou “uma diminuição substancial”, comparativamente ao ano de 2020, quando se registou mais de mil milhões de patacas em receitas.

      Já as despesas da MLM, no valor de 836,9 milhões de patacas, resultaram principalmente da transmissão da posição contratual da RAEM à MLM, explica a empresa. Os contratos de prorrogação dos serviços custaram 720 milhões de patacas. As despesas resultantes da operação foram na ordem dos 35,2 milhões de patacas. Por outro lado, as despesas de pessoal foram no montante de 65,2 milhões de patacas e as de funcionamento geral foram de 16,2 milhões de patacas. No geral, as despesas foram cortadas em 194,7 milhões de patacas, em comparação com 2020.

      Assim, a MLM explica que os 55,9 milhões de patacas de défice resultam da “redução substancial do apoio financeiro destinado ao funcionamento interno requerido pela MLM ao Governo da RAEM, pelo que as receitas não são suficientes para pagar as despesas efectivas de funcionamento interno”, indica a empresa no relatório.

      A MLM também informou, no relatório do exercício do ano passado, que o número total de trabalhadores era de 113, incluindo 51 trabalhadores em regime de comissão eventual de serviço e 62 trabalhadores contratados directamente pela MLM.

      A empresa aproveita para se queixar da falta de quadros qualificados: “Devido à falta no mercado de trabalho de Macau de quadros qualificados na área de gestão do transporte sobre carris, foi contratado pessoal superior de gestão desta área no interior da China”.

      A empresa assinala que, devido à pandemia, a frequência de circulação do metro foi de intervalos de 12 a 13 minutos e a circulação foi de cerca de 45 mil viagens, tendo-se registado mais de 500 mil passageiros. Recorde-se que em Outubro do ano passado o Metro Ligeiro foi obrigado a parar durante seis meses para substituição de cabos eléctricos de alta tensão.

      PONTO FINAL