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      InícioSociedadeHengqin é atractiva para 40% dos jovens de Macau

      Hengqin é atractiva para 40% dos jovens de Macau

      Cerca de 40% dos jovens recém-licenciados de Macau estão interessados em trabalhar na Ilha da Montanha, e apontam a um salário entre 12 mil a 18 mil patacas. Por outro lado, a maioria da população activa da RAEM só estaria disposta a mudar-se para Hengqin se o salário fosse superior a 20 mil patacas. Os dados foram revelados num inquérito realizado pela Associação de Beneficência Sin Meng, que anunciou a criação de um centro em Hengqin para apoiar os jovens de Macau.

      Cerca de 40% dos jovens dizem estar interessados em trabalhar em Hengqin com um salário entre as 12 mil e 18 mil patacas. As conclusões são de um inquérito realizado junto de mais de um milhar de jovens de Macau pela Associação de Beneficência Sin Meng, cuja presidente da assembleia-geral é Melinda Chan.

      Este inquérito, cujos resultados foram citados pelo jornal Cheng Pou, contou com respostas de jovens recém-licenciados e de jovens que já estão inseridos no mercado laboral e que foram obrigados a mudar de emprego.

      Além de mostrar que 40% dos jovens estariam dispostos a trabalhar em Hengqin por valores entre as 12 mil e 18 mil patacas mensais, os resultados do inquérito mostram também que os principais factores que atraem esses jovens são as perspectivas de desenvolvimento da carreira, o salário e os subsídios. Contudo, mais de 45% dos inquiridos não conheciam as políticas de apoio ao emprego e a situação do mercado laboral da Ilha da Montanha. Por outro lado, 60% da população activa só estaria disposta a ir trabalhar para a Ilha da Montanha se o salário mensal fosse de 20 mil patacas ou mais.

      Também segundo o inquérito da Associação de Beneficência Sin Meng, um grande número de empresas está a encerrar devido à pandemia, o que está a fazer com que muitos jovens sejam obrigados a mudar de emprego. As principais razões para a mudança de emprego foram a deterioração do ambiente económico, a incerteza no seu sector de actividade e o encerramento das suas antigas empresas ou despedimento. Perto de 67% dos jovens não estão a trabalhar na área para a qual estudaram.

      Com base nestes resultados, a associação recomendou ao Governo que reforce a promoção da informação sobre Hengqin, optimizando a plataforma de procura de talentos locais. Por outro lado, as instituições de ensino devem fazer um planeamento da carreira dos alunos de acordo com a política de desenvolvimento do Governo e organizar visitas de estudo à Ilha da Montanha.

      A Associação de Beneficência Sin Meng diz ainda que o inquérito constatou que os jovens de Macau estão interessados em participar na Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin e, assim, a associação vai criar um centro para o desenvolvimento dos jovens de Macau na Ilha da Montanhacom o objectivo de lhes dar apoio.

      PONTO FINAL