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      InícioEconomiaRedução de salários provoca imbróglio entre Wynn e DSAL

      Redução de salários provoca imbróglio entre Wynn e DSAL

      O programa da Wynn para reduzir os salários dos trabalhadores em 10% está a causar polémica. A ideia da operadora de jogo é reduzir os salários e, em troca, oferecer acções da empresa aos trabalhadores. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) diz que isso não é legal e a Wynn respondeu que a oferta da participação na empresa é apenas um “sinal de apreço” para os funcionários que aceitaram reduzir os salários. Segundo a empresa, 90% dos trabalhadores aceitou o acordo. No seguimento, a DSAL voltou a dizer que os salários têm de ser pagos em dinheiro.

       

      A Wynn está a preparar um programa para a redução dos salários dos funcionários em 10% e, em troca, a concessionária de jogo oferece acções da empresa. Depois das notícias sobre o programa, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) veio alertar que a situação não é legal, uma vez que as operadoras de jogo não podem pagar os salários aos funcionários em forma de acções, sendo que o pagamento deve ser em dinheiro. A operadora, por sua vez, reagiu dizendo que este é um programa voluntário e que 90% dos trabalhadores concordou. Além disso, de acordo com a empresa, a atribuição de acções a estes trabalhadores não serve para colmatar a redução dos salários, mas sim como “sinal de apreço” para com os funcionários que aceitaram as condições.

      A Wynn explicou, citada pela Rádio Macau em língua chinesa, que a atribuição de participação na empresa foi uma recompensa pelo seu apoio durante este período de crise. Segundo denunciou inicialmente o deputado Ron Lam, vários trabalhadores queixaram-se de que lhes tinha sido solicitado que assinassem um documento que propunha que “o salário de Junho a Dezembro de 2022 será calculado com o valor da cotação das acções da hora do fecho do dia 11 de Maio”. Ron Lam alertou que, assim, os trabalhadores podem vir apenas a receber os salários do segundo semestre no próximo ano e afirmou que isto pode abrir um precedente junto das outras operadoras de jogo.

      Na altura, a DSAL frisou que o acordo de pagamentos por meios não monetários é inválido e não está de acordo com a lei. Ontem, à margem da abertura da “4ª Competição de Aptidão Profissional das empresas de turismo e lazer de Macau, 2022”, Wong Chi Hong, director da DSAL, assinalou que o organismo não recebeu qualquer notificação de corte salarial e alertou que as empresas só podem reduzir os salários dos funcionários se comunicarem a situação às autoridades.

      “Se as autoridades receberem queixas de empregados sobre as propostas de cortes salariais, tratá-las-ão para proteger os direitos legítimos dos empregados”, afirmou Wong Chi Hong, citado pela Rádio Macau em língua chinesa. O responsável reiterou que os empregadores têm de pagar aos trabalhadores em dinheiro e não sob a forma de participação na empresa.

       

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