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      Centro de Ciência de Macau pretende criar uma sala de aula fora das escolas

      Através da implementação futura de planos educativos de popularização das ciências e das tecnologias, articulados com os currículos dos ensinos primário e secundário, realização de workshops, exposições, entre outras actividades relativas à mesma matéria, o Centro de Ciência de Macau disponibiliza recursos para a educação das ciências, como, por exemplo, vídeos e obras de exposições educativas, concernentes à exploração e à experimentação científica e correspondentes aos conteúdos de materiais didácticos locais. Aposta do Governo em ciência e tecnologia é para manter.

       

      O Centro de Ciência de Macau, que desde Dezembro último passou a ter como accionista maioritário o Governo da RAEM, tem planos, através da implementação futura de planos educativos de popularização das ciências e das tecnologias, articulados com os currículos dos ensinos primário e secundário, realização de workshops, exposições, entre outras actividades relativas à mesma matéria, “para criar uma sala de aula fora das escolas, para enriquecer e diversificar as experiências dos alunos na aprendizagem das ciências e das tecnologias e criar, de forma sistemática, recursos para a educação das ciências, como, por exemplo, vídeos e obras de exposições educativas, concernentes à exploração e à experimentação científica e correspondentes aos conteúdos de materiais didácticos locais”, adiantou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) em resposta a uma interpelação escrita feita ao Executivo da RAEM pelo deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ma Io Fong, que pediu uma maior promoção do desenvolvimento da educação científica em Macau através da optimização das funções do Centro de Ciência.

      O director da entidade, Kong Chi Meng, reiterou a aposta do Governo da RAEM na ciência e tecnologia, algo contemplado no “Planeamento a Médio e Longo Prazo do Ensino Não Superior (2021 -2030)”.

      De igual modo, a DSEDJ, no âmbito dos currículos escolares e materiais didácticos, colocou a disciplina de Ciência e Tecnologia como obrigatória nos ensinos primário e secundário, para que os alunos adquiram os conhecimentos científicos. A ideia, refere Kong Chi Meng, servirá para que os alunos “obtenham uma base para desenvolverem as suas capacidades científicas”. “Relativamente às actividades dos alunos, tem vindo a realizar actividades e concursos educativos, em várias áreas, relativos à popularização das ciências, para alargar o seu pensamento inovador. Ao nível do desenvolvimento profissional do pessoal docente, tem realizado, constantemente, acções de formação destinadas a aperfeiçoar os docentes, nas áreas profissionais de ciências e tecnologia, bem como a alargar os seus horizontes quanto ao ensino das ciências”, acrescentou ainda o director da DSEDJ

      Desde a sua entrada em funcionamento em 2009, o Centro de Ciência de Macau, relembra a DSEDJ, “tem vindo a promover a popularização das ciências entre a juventude de Macau, e a divulgar conhecimentos relativos às novas tecnologias avançadas e às ciências, desempenhando um papel enquanto plataforma regional destinada à educação para a popularização das ciências e ao acolhimento de convenções e exposições, constituindo um dos recursos sociais essenciais da educação para a popularização das ciências em Macau”.

      “O Centro de Ciência de Macau criou um mecanismo de cooperação com as escolas, com vista a facilitar a utilização das suas instalações e equipamentos e a cedência de ferramentas didácticas e a orientar as escolas para concretizarem, de modo ainda mais abrangente, a popularização das ciências, tendo também investido em recursos para renovação dos espaços de exposições, das instalações e dos equipamentos, incluindo de salas de exposições destinadas à ciência de dados, kits electrónicos, entre outros”, pontuou Kong Chi Meng, que confirmou a intenção do centro de continuar a desempenhar o seu papel de base nacional da educação para a popularização das ciências, e a estreitar a cooperação com o Ministério de Educação da China.

      Relativamente à formação contínua, a DSEDJ referiu também que o Centro de Ciência de Macau tem acrescentado cursos relativos às áreas de tecnologias de informação e comunicação e de ciências naturais, destinados ao pessoal docente do ensino secundário, organizando, em simultâneo, visitas de docentes ao interior da China para conhecerem as empresas de novas tecnologias avançadas e o desenvolvimento deste sector. “No corrente ano lectivo, a DSEDJ tem vindo a cooperar com o centro, tendo já realizado, conjuntamente, mais de 30 eventos de demonstração pedagógica, cursos de formação e workshops, sob os temas da educação STEM, drones, programação, protecção ambiental e economia energética, exploração do espaço, entre outros temas, que contaram com um total de mais de 1 400 participações”, concluiu o director do organismo.

       

      PONTO FINAL