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      InícioSociedadeResidente burlada em quase dois milhões em investimento em criptomoeda

      Residente burlada em quase dois milhões em investimento em criptomoeda

      A Polícia Judiciária recebeu uma denúncia de uma residente que terá perdido quase dois milhões de dólares de Hong Kong num esquema de investimento em moeda virtual, apresentado por um amigo que afirmou ser profissional da área. Noutro caso revelado pelas autoridades, um trabalhador não residente é suspeito de ter feito um casamento falso com uma residente 20 dias após o divórcio com a ex-mulher para obter fixação de residência para ele e para as filhas na RAEM.

       

      Uma residente de 55 anos terá sido vítima de um esquema informático com investimento em moeda virtual, e terá sofrido um prejuízo de 10 mil renminbis e 1,97 milhões de dólares de Hong Kong. A denúncia do caso foi apresentada à polícia no passado sábado. De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), a queixosa, também funcionária no sector de jogo, conheceu um indivíduo numa aplicação de telemóvel em meados do mês passado e, após conversa durante algum tempo, tornaram-se amigos.

      Posteriormente, o amigo apresentou-se como um técnico que se dedicava ao desenvolvimento de plataformas de investimento, alegando que podia ensinar a mulher a investir e lucrar com criptomoeda. Confiante no profissionalismo do amigo, a mulher começou a fazer negócio numa plataforma de moeda virtual e acabou por depositar nessa altura 10 mil renminbis e 1,1 milhões de dólares de Hong Kong, o capital inicial para o investimento, segundo a PJ.

      A mulher tinha efectuado as transacções da moeda virtual na referida plataforma de acordo com as instruções do amigo, e o montante na sua conta acumulou-se continuamente durante um mês. Na semana passada, a vítima efectuou um requerimento à plataforma para levantar o dinheiro da sua conta, tendo sido, no entanto, impedida pelos serviços de atendimento de clientes do site, que exigiam o pagamento de uma taxa de imposto de 400 mil dólares de Hong Kong. Depois de ter realizado a transferência do referido valor, a residente foi informada sobre a necessidade de depositar mais 60 mil dólares americanos de forma a “descongelar” a sua conta.

      No entanto, a lesada continuou a não conseguir efectuar o levantamento do dinheiro e decidiu apresentar queixa do caso às autoridades policiais.

       

      Casamento falso para fixação de residência

       

      Noutro caso revelado, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve dois suspeitos devido a um caso de casamento falso, em que um trabalhador não residente ter-se-á casado com uma residente com o objectivo de obter a autorização de permanência na RAEM para si e para as duas filhas menores.

      Segundo as informações divulgadas ontem em conferência de imprensa, os dois envolvidos casaram-se no interior da China em Julho de 2018, cerca de 20 dias após o divórcio entre o indivíduo e a ex-mulher, de acordo com o CPSP, que apurou ainda que o indivíduo continuava a ter a residência habitual no Continente com a antiga mulher.

      Após a detenção na passada quinta-feira, a mulher admitiu às autoridades que tinha conhecido o suspeito em 2017 quando trabalhava numa agência de viagens. Sendo uma paciente de doença crónica, a mulher confessou que tinha proposto o casamento falso, sem propósito de lucrar dinheiro, mas para “ter um amigo e companheiro” em Macau.

       

      PONTO FINAL