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      Lei Wai Nong diz que residentes devem estar preparados para o aumento dos preços dos produtos

      O secretário para a Economia e Finanças diz que a população deve preparar-se para o aumento dos preços dos produtos a curto prazo. A culpa é da nova ronda do plano de benefícios do consumo lançado pelo Governo, da pandemia e da guerra na Ucrânia, justificou Lei Wai Nong. Foram vários os deputados que questionaram o efeito do cartão de consumo na inflação. A falta de respostas do secretário deixou Coutinho irritado. “O que é que está a fazer aqui?”, atirou.

       

      Leong Sun Iok, Lei Leong Wong e José Pereira Coutinho foram os deputados que levaram o tema da inflação à reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), questionando se a nova ronda do plano de benefícios do consumo irá fazer com que os preços dos produtos aumentem. Na resposta, Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, avisou que os residentes devem estar preparados para o aumento dos preços.

      Depois de questionado pelos três deputados sobre a estabilidade dos preços, o preço dos combustíveis e a reserva de produtos alimentares da RAEM, o secretário respondeu dizendo que “o Governo dá grande atenção aos preços dos bens essenciais e à sua estabilidade” e que os lojistas podem ser sancionados caso aumentem irrazoavelmente os preços.

      Perante a falta de detalhes do governante, Pereira Coutinho atirou: “O senhor secretário vem à AL, mas o que é que está a fazer aqui? Eu não sei”. O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), apontando que as suas questões não foram respondidas, sugeriu a Lei Wai Nong: “Senhor secretário, vá dar uma volta ver os preços. Está tudo caro. O Governo não fez nada. A situação está descontrolada”.

      No decorrer da sessão, Ip Sio Kai, Ron Lam, Ella Lei e Che Sai Wang também questionaram Lei Wai Nong sobre o aumento dos preços. Após as intervenções destes deputados, Lei Wai Nong acabou por afirmar que “a inflação não é um problema que só se verifica em Macau, é internacional”. “Entrámos num ciclo de aumento de juros por causa da inflação”, acrescentou.

      O secretário justificou que a pandemia e a guerra da Ucrânia têm afectado os preços em Macau. “A guerra entre a Ucrânia e a Rússia parece estar longe de nós mas tem muito a ver connosco e está a afectar os preços dos produtos alimentares”, frisou o secretário. Por outro lado, o lançamento do plano de benefícios por parte do Governo, que começa amanhã, fará a oscilação de preços continuar. “Em 2020 ou 2021, verificou-se uma oscilação de preços. Com a injecção de mais recursos económicos, é natural que os preços subam”, disse Lei Wai Nong, acrescentando que “desta vez vamos enfrentar a mesma situação”.

      “Todos nós devemos estar preparados para o ciclo de aumento de juros”, avisou, garantindo que o Governo irá tentar assegurar a estabilidade dos preços e fazer a fiscalização.

      O responsável do Conselho dos Consumidores, presente ontem na reunião plenária, referiu que as autoridades estão a pedir aos retalhistas para concederem mais descontos, assegurando que o organismo está atento aos preços dos produtos de primeira necessidade. Anteriormente, o Conselho dos Consumidores fiscalizava os preços de 38 supermercados, mas agora passou a 45, sendo fiscalizados mais de 300 produtos.

      No que toca à reserva de produtos alimentares da RAEM, Lei Wai Nong garantiu que o stock chega para mais de um mês.  “Somos capazes de assegurar que todos os bens são fornecidos à população”, salientou.

       

      PONTO FINAL