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      InícioGrande ChinaEUA continuam “preocupados” após visita de responsável da ONU a Xinjiang

      EUA continuam “preocupados” após visita de responsável da ONU a Xinjiang

      O secretário de Estado norte-americano Antony Blinken expressou “preocupação” com as possíveis restrições colocadas à visita a Xinjiang, região do noroeste da China, da alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

      Num comunicado divulgado no sábado, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken acusou a China de “esforços para restringir e manipular a visita” de Bachelet a Xinjiang, onde alegadamente se têm registado abusos contra minorias muçulmanas, como os uigures. A visita “não permitiu uma avaliação completa e independente da situação dos direitos humanos, inclusive em Xinjiang”, lamentou o secretário de Estado norte-americano.

      Também Bachelet admitiu no sábado que a visita a Xinjiang não foi uma “investigação” sobre alegados abusos, mas garantiu que Pequim “não tinha supervisionado” os encontros que teve na região.

      Numa conferência de imprensa virtual para assinalar o final da viagem, que começou na segunda-feira, a ex-presidente chilena esclareceu que a sua visita de “alto nível” não permitiu a “metodologia detalhada” de um “trabalho de natureza investigatória”. Aquela responsável adiantou que o governo regional de Xinjiang lhe assegurou que a rede de “centros de formação profissional”, acusada por organizações de direitos humanos de ser uma rede de “campos de reeducação”, tinha sido “desmantelada”.

      Ainda assim, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 70 anos, exortou a China a evitar “medidas arbitrárias” nas suas ações “anti-terroristas” em Xinjiang.

      A região tem sido desde há muito cenário de ataques contra civis cometidos, segundo o Governo, por separatistas e extremistas uigures. Em nome do antiterrorismo, o território tem sido objeto de vigilância apertada desde há vários anos e estudos ocidentais acusam Pequim de ter internado mais de um milhão de uigures e membros de outros grupos étnicos muçulmanos em “campos de reeducação”

      A China, por seu turno, denuncia os relatórios como tendenciosos e fala de “centros de formação profissional” concebidos para erradicar o extremismo.

      Governo alemão recusa apoiar investimento na China por causa de direitos humanos

      O governo alemão recusou pela primeira vez apoiar investimentos na China, devido à situação dos direitos humanos na província de Xinjiang, no noroeste, indicou na sexta-feira o ministro da Economia alemão, Robert Habeck. Este governante evocou mesmo a possibilidade de sanções contra dirigentes locais.

      “Uma empresa com atividades na província dos uigures desejou prolongar as garantias (públicas) dos investimentos”, mas que o governo alemão “não validou”, disse o ministro ao jornal Die Welt. “Esta foi a primeira vez que as garantias de investimento não se realizam por razões de direitos humanos”, acentuou.

      Sem estas garantias, uma empresa assume todo o risco financeiro de um projeto no estrangeiro. Nem Habeck nem o seu ministério detalharam qual foi a empresa à qual foi recusado o apoio. Citando fontes não identificadas, a revista Der Spiegel avançou que se trata da Volkswagen. O segundo construtor automóvel mundial abriu em 2013 uma fábrica em Urumqi, a capital da província do Xinjiang, onde as autoridades chinesas são acusadas de reprimirem as minorias muçulmanas, em particular os uigures.

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      Redacção do Ponto Final Macau