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      Governo repensa quinta ligação e pondera extensão do Metro Ligeiro da Barra às Portas do Cerco

      O Executivo apresentou ontem aos deputados o planeamento geral do trânsito e transportes terrestres para os próximos dez anos. Na sessão, foram aventadas as possibilidades de alargar a linha oeste do Metro Ligeiro, da Barra até às Portas do Cerco, e a construção de um teleférico a ligar o Centro de Ciência à Zona A dos Novos Aterros. Por outro lado, Raimundo do Rosário disse estar a repensar a quinta ligação Macau-Taipa.

       

      O Governo está a repensar a construção da quinta ligação entre a península e a Taipa. Por outro lado, está a equacionar uma extensão da linha oeste do Metro Ligeiro da Barra até às Portas do Cerco e também um teleférico entre o Centro de Ciência e a Zona A dos Novos Aterros. As hipóteses foram apresentadas ontem, na sessão de apresentação aos deputados do planeamento geral do trânsito e transportes terrestres de Macau até 2030. O Executivo não apresentou uma estimativa de orçamento para as obras.

      No que toca à quinta ligação, Raimundo do Rosário mostrou-se dividido quanto à sua construção. “Estou 50/50, não sei se devemos fazer essa obra”, referiu o secretário para os Transportes e Obras Públicas. O documento entregue aos deputados não faz referência à ligação, que, segundo os planos originais do Governo, deveria ser um túnel subaquático.

      O Executivo também está a ponderar a extensão da linha oeste do Metro Ligeiro, da Barra às Portas do Cerco. A ideia também foi aventada por Lam Hin San, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), na sessão de ontem na Assembleia Legislativa (AL). A extensão da linha oeste até às Portas do Cerco poderia permitir um fluxo diário de 242 mil passageiros no Metro Ligeiro, indicaram as autoridades. Este troço aumentaria o comprimento total da rede para os 26,2 quilómetros.

      Outro dos projectos a ser pensado pelo Governo é um teleférico que poderá ligar o Centro de Ciência à Zona A dos Novos Aterros. Sobre o teleférico, Lam Hin San admitiu que este não é um projecto “importante” para o tráfego da cidade. Seria, isso sim, “um ponto turístico e complementar”.

      Na sessão, o Governo apresentou a lista dos trabalhos prioritários. Até 2025, o Governo quer concluir a extensão da linha da Taipa do Metro Ligeiro até à Barra, a linha de Seac Pai Van e também a linha de Hengqin. Nos próximos três anos, o Executivo também quer concluir as primeiras fases do viaduto da Rotunda da Amizade e a promoção da construção da quarta ponte Macau-Taipa. Será ainda planeada a construção do túnel subaquático entre as Zonas A e B dos Novos Aterros e o túnel da Taipa Grande. Até 2025, será também iniciado o estudo sobre a passagem superior para peões da Avenida do Nordeste, da Rua Norte do Patane e do sistema pedonal do Cotai.

      Até 2030, o Governo quer concluir a construção da linha leste do Metro Ligeiro, iniciar um estudo sobre a ligação das rotas marítimas e promover a cooperação para a construção da linha ferroviária de alta velocidade entre Cantão e Zhuhai, entre outros.

      O plano até 2030 pretende persistir “com firmeza” no princípio “primazia dos transportes públicos”, indica o plano. O Governo quer também criar mais vias pedonais para tornar as deslocações a pé “mais convenientes, rápidas, confortáveis e atraentes”. Assim, o Executivo quer que, até 2030, a densidade da rede pedonal de Macau não seja inferior a 13 km/ Km2, estando também planeada a construção de passagens pedonais e superiores para peões para percorrerem cerca de 10 quilómetros. O objectivo é também construir uma rede pedonal que ligue os postos fronteiriços, os pontos turísticos, os casinos e os hotéis.

      Quanto ao trânsito, o Executivo diz que vai ajustar os percursos e frequências dos autocarros para “promover o desenvolvimento e a coordenação dos autocarros e Metro Ligeiro”. O Governo quer também promover a utilização de veículos amigos do ambiente e o objectivo é fazer com que, até 2025, mais de 90% dos autocarros públicos sejam movidos a novas energias. Actualmente, a percentagem de autocarros públicos movidos a novas energias é de 50%, indicou Raimundo do Rosário. Após a sessão, aos jornalistas, Raimundo do Rosário indicou que as ciclovias não fazem parte do plano porque a cidade “não é apropriada para as pessoas se deslocarem de bicicleta”.

      O Governo elaborou o plano prevendo que em 2030 a densidade demográfica de Macau vá aumentar 14% para 2.4. Além disso, o Executivo estima que em 2030 a média diária do volume total de deslocações aumente 17%, tal como a média diária de volume de deslocação dos residentes. Já a intensidade de deslocação dos residentes deverá subir 16%, pelas previsões do Governo.

       

      Negociações para troca de aterros sem progressos

       

      Em Setembro de 2020, o Executivo indicou que estaria a negociar com o Governo Central a possibilidade de deixar cair a construção do aterro da Zona D, situado junto ao acesso à ponte Governador Nobre Carvalho do lado da Taipa, para, em troca, construir um outro aterro que iria unir a Zona A e o Nordeste de Macau. Desde então, o Governo não adiantou mais detalhes sobre as negociações. Ontem, à margem da sessão na Assembleia Legislativa (AL), Raimundo do Rosário indicou que “não há progressos”. “Neste momento não há nenhum progresso, é tudo o que eu posso dizer. A situação está na mesma”, reiterou o secretário para os Transportes e obras Públicas.

       

       

      Hospital das Ilhas pronto a 28 de Setembro

       

      A construção do novo Hospital das Ilhas deverá estar concluída a 28 de Setembro, apontou ontem o secretário para os Transportes e Obras Públicas. “Terminaremos a obra a tempo e horas”, referiu ontem, à margem da sessão de apresentação dos planos sobre o trânsito e transportes terrestres até 2030.  Raimundo do Rosário salientou que o projecto é a mais cara empreitada em curso, envolvendo 7,3 mil milhões de patacas.

       

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