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      Lucros do BNU caem 63%. Carlos Cid Álvares não esperava queda “tão acentuada”

      No primeiro trimestre deste ano, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou um resultado líquido de 39,9 milhões de patacas, o que revela uma quebra de 63,6% em relação ao período homólogo do ano passado. Carlos Cid Álvares, presidente da comissão executiva do banco, confessou ao PONTO FINAL que não esperava uma queda “tão acentuada”.

       

      O Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou, no primeiro trimestre deste ano, um resultado líquido de 39,9 milhões de patacas. O montante reflecte uma queda de 63,6% em comparação com os primeiros três meses de 2021, quando o banco registou lucros de 69,5 milhões de patacas. A margem financeira do BNU registou um decréscimo dos 9,1 milhões de patacas em 2021 para os 6,7 milhões de patacas que se registaram agora.

      Os dados foram revelados ontem pelo BNU num comunicado onde se lê que “o resultado financeiro do banco continuou a reflectir o efeito da descida das taxas de juro, ao mesmo tempo que surgiram incertezas acrescidas da economia global e de Macau”.

      Ao PONTO FINAL, Carlos Cid Álvares comentou os números e admitiu que não esperava uma queda “tão acentuada”. O presidente da comissão executiva do banco culpou o impacto negativo das restrições pandémicas no território na economia da região: “A economia de Macau, sem recuperar aos níveis anteriores e ainda sem a velocidade que todos ambicionamos, conduz a uma menor procura de crédito e isso induz a uma menor margem financeira”.

      “Menos turismo, menos comércio local, menos apetência para investimento, menor consumo, menores comissões para o sistema financeiro. Isso é parte dos resultados menos positivos”, explicou. Carlos Cid Álvares ainda acrescentou que houve dois factores determinantes para a quebra deste trimestre: a alteração do sistema de imparidades em Macau, que fez com que o banco reforçasse as imparidades em cerca de 30 milhões de patacas; e o provisionamento de uma obrigação. “Se não fossem estes casos extraordinários nós estaríamos com um nível de resultados sensivelmente semelhante ao do ano passado em igual período”, assinalou Calos Cid Álvares.

      Carlos Cid Álvares não quis apontar um objectivo, no que toca aos resultados líquidos, até ao fim do ano. “A recuperação não acontece à velocidade que todos nós pretenderíamos. Admito que, à medida que os turistas entrarem com maior velocidade, a economia de Macau recupera e também as comissões recuperam e a margem também”, referiu. “As taxas de juro muito baixas não ajudaram. Agora estão a crescer e admito que esse impacto desapareça”, acrescentou.

      Pela positiva, o responsável apontou que o rácio de solvabilidade do banco continua a ser “muito confortável”. Neste momento, o BNU tem um rácio de solvabilidade de mais de 21%, sendo que está “muito acima” do requisito regulamentar de 8%.

      O banco continua com a sua política de controlo rigoroso dos custos operacionais, os quais decresceram 0,1% face ao mesmo período do ano transacto, “poupanças que não foram superiores devido ao contínuo investimentos em tecnologia e inovação como forma de melhor servir os seus clientes e aumentar os níveis de eficiência operacional”, lê-se no comunicado do BNU.

      O BNU também aponta que continua a apostar na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. “A sucursal de Hengqin continuará a dedicar-se ao reforço da ligação entre a China continental, Macau e os países de língua oficial portuguesa, fornecendo vários apoios financeiros e auxiliando no desenvolvimento de negócios e no suporte a uma maior diversificação económica da Grande Baía”, indica o banco.

       

      PONTO FINAL