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      Comemorações de Junho voltam a fazer-se com a prata da casa

      Foi apresentado ontem o programa das comemorações do “Junho, mês de Portugal” em Macau. Entre exposições, música e gastronomia, os protagonistas serão todos locais, à semelhança daquilo que tem acontecido nos dois últimos anos. Em tempos de pandemia, “é mais importante ainda que continuemos a celebrar Portugal, a língua portuguesa, a nossa cultura, a nossa portugalidade”, afirmou Paulo Cunha Alves.

       

      Pintura, arquitectura, gastronomia, literatura, teatro e música. O programa deste ano das celebrações do “Junho, mês de Portugal”, apresentado ontem, compreende várias dimensões da portugalidade. As celebrações continuam sob o signo da pandemia, o que faz com que os protagonistas sejam todos “prata da casa”. A romagem à Gruta de Camões far-se-á em moldes mais reduzidos, como aconteceu nos dois últimos anos. Já a recepção oficial na residência consular ainda não está confirmada, estando a decorrer diálogos entre o Consulado e os Serviços de Saúde para que se saiba quais as condições para a sua realização. O orçamento desta edição das celebrações não foi divulgado por ainda estar ainda “a ser construído”.

      Paulo Cunha Alves, cônsul-geral de Portugal, salientou a importância de continuar a celebrar o 10 de Junho, apesar das restrições: “Por vivermos neste período de pandemia que se estende há já quase dois anos e meio, penso que é mais importante ainda que continuemos a celebrar Portugal, a língua portuguesa, a nossa cultura, a nossa portugalidade”.

      O cônsul notou que não sabe se será possível comemorar o “Junho, mês de Portugal” a 100% no próximo ano, devido às restrições pandémicas de Macau, ressalvando: “Continuaremos sempre empenhados em tentar aproveitar ao máximo a prata da casa e os meios que temos à nossa disposição para celebrar sempre Portugal”.

       

      DA PINTURA À GASTRONOMIA

       

      As comemorações do “Junho, mês de Portugal” vão começar ainda em Maio, com a exposição de pintura “Metropolis”, com obras de António Mil-Homens. A mostra vai estar patente na Fundação Rui Cunha e a inauguração terá lugar no dia 31 de Maio, pelas 18h30. A exposição marca o adeus do fotógrafo, poeta e artista de Macau, 26 anos após a sua primeira visita ao território.

      No dia 1 de Junho, também pelas 18h30, é inaugurada a exposição do projecto “Arquitectarte”, na Casa Garden, onde será apresentado o trabalho de Marieta da Costa, arquitecta e designer de interiores. No dia seguinte, é a vez da gastronomia entrar em cena, com uma noite de vinhos e queijos portugueses no Sofitel.

      “Uma Casa com Asas” é o nome do livro a ser lançado por Andreia Martins, com ilustrações de Catarina Vieira. O lançamento deste livro acontece no dia 3 de Junho, pelas 15h, no Café Oriente. Uma hora depois, também no Café Oriente, Susana Diniz vai apresentar uma sessão de narração de histórias, seguida de várias actividades para as crianças. No dia 3 de Junho há ainda espaço para a performance sensorial para bebés dos 6 meses de idade aos dois anos. “Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa” é o nome deste espectáculo da autoria de Diana Coelho, que vai acontecer às 11h e às 16h, no Auditório da Casa Garden.

      No dia 7 de Junho, é apresentada “Mudança”, uma exposição de joalharia de Cristina Vinhas, na Casa de Vidro do Tap Seac. Já no dia 9, a Galeria Amagao acolhe uma exposição de obras de serigrafia, gravura e artes gráficas de artistas portugueses, como Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas e Graça Morais, por exemplo. Também no dia 9 de Junho, o Instituto Português no Oriente (IPOR) vai entregar os prémios do concurso “Falar Macau, Falar Português”, no Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

      O dia 10 de Junho, Dia de Portugal, começa logo pelas 9h, com a cerimónia do hastear da bandeira no Consulado. Uma hora depois, realiza-se a romagem à Gruta de Camões. Uma romagem de menor escala, em comparação com o período pré-pandemia, como avisou Paulo Cunha Alves. Está também prevista uma recepção oficial na Residência do Cônsul-Geral de Portugal, mas não é certo que se vá realizar, devido às restrições do Governo de Macau, como também explicou o cônsul. À noite, pelas 20h, terá lugar um concerto de tributo a Rui Veloso da banda da Casa de Portugal, na Casa Garden.

      Nos dias 11 e 12 vão realizar-se dois ciclos de cinema, com o “New York Portuguese Short Film Festival” e o “Festival de Cinema dos CPLP”. Os filmes vão ser exibidos no Auditório da Casa Garden. Em ambos os dias, as sessões começam a partir das 17h30. Também no dia 12, o restaurante Mesa, no Grand Lisboa Palace, vai comemorar Portugal com uma “viagem gastronómica” através de produtos portugueses e de música portuguesa ao vivo.

      “Se Podes Olhar vê, Se Podes Ver Repara” é o nome da exposição de alunos do IPOR sobre “O Ensaio Sobre A Cegueira”, de José Saramago, que acontece no dia 16, pelas 19h30, no Café Oriente. No dia seguinte, há um serão literário na Casa Garden, onde serão lidos, ditos e teatralizados textos de autores representativos de várias literaturas em língua portuguesa. O último dia das festividades é 25 de Junho, com a inauguração da exposição de pintura, desenho e gravuras de Catarina Cottinelli, na Casa Garden.

       

      Cônsul espera relaxamento das fronteiras para portugueses antes de Junho

       

      Paulo Cunha Alves disse ontem esperar que as autoridades de Macau lancem o plano piloto para a entrada no território de portugueses não residentes ainda antes do início de Junho. À margem da conferência de imprensa de apresentação do programa das comemorações de Junho, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong disse estar à espera de saber como é que vai funcionar o programa-piloto anunciado pelo Governo no final de Abril. “Com sorte”, talvez seja implementado antes do início de Junho, afirmou o cônsul. Na ocasião, Paulo Cunha Alves assinalou que, apesar de o Consulado não ter dados exactos, “a partir do Verão passado notou-se um aumento gradual do número de portugueses que está a sair de Macau”. O cônsul afirmou que tem estado em “diálogo” constante com as autoridades locais. “A prova desta constância é que está para breve o anúncio de Portugal como um dos primeiros países piloto para permitir a entrada de estrangeiros não residentes”, sublinhou.

       

      PONTO FINAL