Edição do dia

Domingo, 19 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
25.9 ° C
26.9 °
25.9 °
83 %
6.7kmh
40 %
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
25 °
Qua
25 °
Qui
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioInternacionalPutin diz que alargamento da NATO só é problema com colocação de...

      Putin diz que alargamento da NATO só é problema com colocação de armas

      O Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou ontem que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia, mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países.

       

      “A Rússia não tem problemas com esses países, já que sua entrada na NATO não cria uma ameaça”, disse Putin durante a cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês). Contudo, o líder russo acrescentou que, se o alargamento da NATO for acompanhado pela localização de “infraestruturas militares” naqueles países, Moscovo ficará obrigado a “reagir”.

      “Vamos decidir com base nas ameaças que a NATO nos criar”, explicou Putin, referindo-se ao alargamento da Aliança como uma questão “artificial”, que foi criada “no interesse da política externa dos Estados Unidos”. “A NATO é usada como instrumento de política externa, essencialmente, de um único país, com insistência, maestria e muita agressividade”, denunciou o líder russo, considerando que o alargamento da organização militar ocidental “deteriora a já complicada situação internacional no domínio da segurança”.

      Putin considera essa expansão como uma ferramenta usada pelos EUA “para controlar a situação internacional do ponto de vista da segurança, para influenciar outras regiões do mundo”.

      No sábado, Putin avisou o seu homólogo finlandês, Sauli Niinisto, que a renúncia daquele país nórdico à neutralidade, para ingressar na NATO, constitui uma decisão “errada”. Antes de iniciar a “operação militar especial” na Ucrânia, em 24 de Fevereiro, o líder russo tinha exigido que a NATO abandonasse qualquer plano de alargamento no leste europeu e retirasse as estruturas militares dos países que aderiram à Aliança após 1997.

      No domingo, Niinisto e o Governo finlandês aprovaram formalmente o pedido de adesão à NATO, que deverá ser ratificado esta semana pelo Parlamento, num gesto que poderá vir a ser replicado pela Suécia. Moscovo – que acusa Helsínquia de ameaçar a segurança da Europa, ao abrir um novo flanco aliado no norte do continente – cortou o fornecimento de eletricidade ao país vizinho, no sábado, alegadamente por problemas de falta de pagamento.

      A entrada da Finlândia na NATO duplicará em extensão a fronteira da Federação Russa com a Aliança Atlântica, já que a Rússia compartilha 1.300 quilómetros de fronteira com aquele país escandinavo. Neste momento, a Rússia faz fronteira com os seguintes membros da NATO: Polónia, Noruega, Estónia, Letónia e Lituânia, além de uma fronteira marítima de 49 quilómetros com os Estados Unidos.

       

      Portugal apoia também adesão da Suécia e conta ser dos mais rápidos a ratificar

       

      Portugal apoia a decisão anunciada pela Suécia de se candidatar à NATO e conta estar “entre os mais rápidos” dos 30 países-membros a ratificar a adesão tanto da Suécia como da Finlândia, disso o ministro dos Negócios Estrangeiros.

      Em declarações aos jornalistas à margem de um Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, João Gomes Cravinho, questionado sobre o desejo da Suécia de se tornar membro da Aliança Atlântica, ontem oficialmente anunciado por Estocolmo, começou por dizer que “o Governo português tomou nota e apoia esta decisão do Governo sueco, tal como em relação à posição assumida pelo Governo finlandês”. “Eu recebi há pouco uma mensagem da minha colega sueca a comunicar essa decisão por parte do Governo sueco. Sabemos que ainda há tramitação parlamentar, na Suécia e na Finlândia, mas a posição do Governo português será de acolhimento muito positivo e de apoio para a adesão rápida da Suécia e da Finlândia”, disse.

      O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou a necessidade de haver “um processo de adesão acelerado”, atendendo às circunstâncias atualmente vividas na Europa, com a agressão militar russa na Ucrânia, e garantiu que não será Portugal a atrasar os procedimentos. “A aprovação política eu acredito que será feita antes da cimeira [da NATO] de junho, em Madrid, e depois a rapidez da adesão vai depender do mais lento dos 30 países [membros] atuais em termos de ratificação, e Portugal não será o mais lento seguramente e esperamos que esteja entre os mais rápidos”, disse.

      Questionado sobre se Portugal estaria disposto a facilitar o diálogo entre os dois países candidatos e a Turquia, que recentemente levantou reservas à entrada da Suécia e da Finlândia por estes dois países acolherem militantes curdos que Ancara considera terroristas, Gomes Cravinho estimou que não será necessária qualquer intermediação para que os três países cheguem a um compromisso. “Eu creio que há uma boa base de diálogo que já está em curso entre a Turquia e a Finlândia e a Suécia. Não creio que seja necessário [facilitar o diálogo]. Nós somos amigos dos três países envolvidos, mas penso que neste momento eles saberão encontrar uma plataforma de consenso”, declarou.

       

      Kiev alerta para crescente crise humanitária na região de Kherson

       

      A comissária dos Direitos Humanos da Ucrânia, Lyudmila Denisova, alertou ontem para a “crescente crise humanitária” em Kherson, onde permanecem cerca de meio milhão de habitantes e que em duas semanas podem ficar sem medicamentos. “Os residentes da região não conseguem ir até ao território controlado pela Ucrânia e a mobilidade pela região está praticamente restringida. Os ocupantes não permitem a entrada de voluntários com ajuda humanitária e saqueiam os carregamentos de bens doados”, denunciou a comissária na rede social Telegram. De acordo com o presidente da câmara de Kherson, Igor Kolyjaev, a cidade “ficará sem medicamentos em duas semanas, não havendo mais soluções para linhas intravenosas, medicamentos para doenças cardiovasculares ou oxigénio suficiente”. “Em todos distritos da região de Kherson, sem exceção, há uma grave falta de medicamentos”, advertiu o presidente.

       

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau