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      Início Internacional Apoio “inabalável” do Conselho da Europa a Kiev face às “violações”

      Apoio “inabalável” do Conselho da Europa a Kiev face às “violações”

      O Conselho da Europa garantiu dar o seu “apoio” e “solidariedade” inabaláveis a Kiev nas investigações sobre as “graves violações de direitos humanos” cometidas pelo exército russo na Ucrânia, anunciou ontem a secretária-geral da organização, Marija Pejcinovic Buric.

       

      “As provas das atrocidades indescritíveis que vi no nosso Estado-Membro Ucrânia preocupam-me profundamente”, afirmou em comunicado Buric, que completou uma “visita de trabalho” ao país, onde se encontrou com vários funcionários, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky.

      A secretária-geral visitou também Borodianka e Irpin, perto de Kiev, onde dezenas de cadáveres com roupas de civis foram encontrados, depois de estas localidades terem sido ocupadas e posteriormente abandonadas pelo exército russo. “Reiterei ao Presidente Zelensky e ao povo ucraniano o apoio inabalável e a solidariedade do Conselho da Europa neste momento tão difícil”, acrescentou. “Acordámos com as autoridades ucranianas uma série de medidas imediatas”, incluindo “assistência à procuradora-geral, Iryna Venediktova, e ao seu gabinete na investigação de violações graves de direitos humanos, bem como na cooperação com o Tribunal Penal Internacional”, prosseguiu Buric.

      No sábado, no final de uma visita à Ucrânia, a comissária para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatovic, já tinha denunciado “violações dos direitos humanos e do direito humanitário internacional” após a “agressão” russa, que se tornou “vertiginosa”.

       

      Rússia recusa participar na sessão especial do Conselho de Direitos Humanos

       

      A Rússia não vai participar na sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre “a deterioração da situação dos direitos humanos na Ucrânia”, anunciou ontem a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

      “A delegação russa não vai legitimar, com a sua presença, este novo espetáculo político organizado sob a forma de uma sessão extraordinária”, disse Zakharova, em comunicado ontem divulgado. “Infelizmente, os nossos argumentos e esclarecimentos sobre os objetivos reais desta operação militar especial [na Ucrânia] e a situação real no terreno são completamente ignorados”, lamentou. “É óbvio que [os russos] também não seriam ouvidos desta vez”, acrescentou a porta-voz, descrevendo esta sessão como “um novo movimento antirrusso do ‘grupo Ocidente’”.

      O Conselho de Direitos Humanos da ONU vai organizar amanhã a sessão extraordinária, a pedido de Kiev e apoiada por outros 15 Estados-membros do Conselho, incluindo a França, a Gâmbia, o Japão, o México, os Estados Unidos e a Polónia, e por mais de 35 países observadores, incluindo a Bulgária, a Hungria, a Suíça e a Turquia. Esta é a primeira reunião dedicada a este assunto desde que a Assembleia Geral da ONU suspendeu a Rússia, no início de abril, do órgão máximo da organização internacional para os direitos humanos. No entanto, tendo Moscovo antecipado a sua suspensão renunciando ao seu estatuto de membro do Conselho dos Direitos Humanos, a Rússia tinha direito a participar como país observador nos trabalhos do Conselho marcados para quinta-feira.

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      Redacção do Ponto Final Macau