O Governo pagou, em 2021, um total de 151 mil patacas a 22 empregadores do território. De acordo com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, o subsídio por contratação de jovens à procura do primeiro emprego destina-se a encorajar os empregadores locais a empregar jovens que não têm experiência profissional. Qualquer oportunidade de emprego em Hengqin “requer uma análise cuidadosa”.
A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) revelou ao deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lei Chan U, após este ter interpelado o Governo da RAEM acerca da promoção do emprego para os graduados, que por força da pandemia de Covid-19, “houve um aumento do número de candidaturas ao subsídio por contratação de jovens à procura do primeiro emprego”, tendo a Administração pago, através, do Fundo de Segurança Social (FSS), “um total de 151 mil patacas a 22 empregadores” durante o ano passado.
A DSAL, através do seu director Wong Chi Hong, lembrou ainda ao deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) que o subsídio “destina-se a encorajar os empregadores locais a empregar jovens que não têm experiência profissional”. “Para quem tem menos de 26 anos e está registado para procurar emprego”, acrescentou o responsável.
Wong Chi Hong reiterou a “preocupação com o emprego da juventude de Macau” e deixou a garantia de que a DSAL “tem vindo a apoiá-los em vários aspectos”. “Ajudamos os jovens a prepararem-se para o mercado de trabalho, fornecendo uma série de serviços de aconselhamento de carreira, incluindo conversas na indústria, avaliação do potencial de carreira e workshops de entrevistas simuladas, entre outras coisas”, afirmou o director da DSAL, referindo ainda que a entidade “organiza também uma exposição de emprego para jovens em colaboração com organizações juvenis durante as férias de Verão”.
Lei Chan U tinha-se mostrado preocupado com a “pressão decorrente do abrandamento da recuperação económica”. “Com uma redução da procura de mão-de-obra por parte das empresas, é provável que os efeitos das medidas destinadas à promoção de emprego para os graduados deixem de ser evidentes”, escreveu na altura.
A DSAL descansou o deputado reafirmando que o Governo está atento. Wong Chi Hong disse também que, nos últimos dois anos, os participantes em programas de estágios “puderam ganhar experiência no local de trabalho através da assistência de mentores experientes no local de trabalho e de formação sistemática, reforçando a sua competitividade e preparando-os para futuros empregos”. “No final do programa de dois anos, um total de 590 oportunidades de emprego foram oferecidas pelas agências de estágio, das quais apenas 385 foram eventualmente aceites”, revelou, acrescentando que os números mostram “que existem oportunidades de emprego, mas os jovens têm diferentes opções de emprego a considerar”.
Dados recentes disponibilizados pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) revelaram que, dos quase 2.500 questionários válidos feitos a recém-formados e a estudantes do ensino superior, “75% estavam empregados, dos quais quase 90% estavam empregados em Macau e cerca de 60% dos estudantes encontraram o seu primeiro emprego a tempo inteiro no prazo de três meses após a graduação”.
O director da DSAL referiu ainda que, em relação às preocupações de Lei Chan U sobre a existência de oportunidade de emprego na nova Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, “requer uma análise cuidadosa”, uma vez que “há uma aplicação de lei em diferentes territórios”. “A DSAL continuará a acompanhar de perto as mudanças na situação económica em Macau e a oferta e procura no mercado de emprego, bem como as oportunidades de desenvolvimento na região, e a rever e melhorar as várias medidas de apoio ao emprego e à formação em tempo útil, de modo a ajudar os residentes de Macau a garantir emprego”, garantiu.
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