Edição do dia

Quinta-feira, 30 de Junho, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
26.9 ° C
31 °
26.9 °
94 %
5.1kmh
40 %
Qui
28 °
Sex
29 °
Sáb
28 °
Dom
29 °
Seg
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Internacional Meio milhão de ucranianos foram levados à força para a Rússia, diz...

      Meio milhão de ucranianos foram levados à força para a Rússia, diz Zelensky

      O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ontem que meio milhão de ucranianos foram “levados ilegalmente para a Rússia” e que, por isso, os civis que ainda estão na fábrica siderúrgica Azovstal estão com medo de sair.

       

      Em entrevista ao canal estatal de televisão grego ERT, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu que os civis de Mariupol estão com medo de entrar nos autocarros que a ONU e a Cruz Vermelha estão a disponibilizar para retirar as pessoas ainda “presas” na cidade porque têm medo de ser levados à força para a Rússia.

      Zelensky sublinhou que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, garantiu, na sua visita à Ucrânia e encontro com o Presidente, na quinta-feira passada, que as pessoas que seriam retiradas daquela cidade portuária iriam para uma área controlada pelo Governo ucraniano. “Queremos acreditar nisso”, afirmou.

      O Presidente ucraniano admitiu que, apesar de a ONU estar envolvida no processo, a retirada de civis da cidade ocupada “tem sido muito difícil” e lamentou que a evacuação não inclua “soldados nem feridos”. Um dos exemplos mais palpáveis de que a Rússia não pode ser confiável, disse Zelensky, foi o ataque com vários mísseis lançado contra Kiev durante a visita do secretário-geral das Nações Unidas, que foi à capital da Ucrânia depois de ir a Moscovo para conversar com o Presidente russo sobre a possibilidade de retirar civis das regiões ocupadas.

      O líder ucraniano lembrou que há autocarros prontos para levar civis da fábrica Azovstal para a cidade de Zaporijia. “De Zaporijia em diante temos o controlo, ou seja, a partir daí somos responsáveis e podemos levá-los para um lugar seguro e dar-lhes alojamento temporário até que tenham a oportunidade de voltar”, explicou. No entanto, até chegarem àquela cidade, a cerca de 220 quilómetros de Mariupol, os civis terão de passar por “um calvário muito difícil”, já que correm o risco de serem levados para território russo, possibilidade que, segundo referiu, explicou a Guterres durante a visita. O secretário-geral da ONU assegurou-lhe, no entanto, que iria assumir, ele próprio e “a 100%”, a responsabilidade pela situação, adiantando que o acordo com a Rússia prevê que as pessoas retiradas cheguem a território controlado pelo Governo ucraniano.

       

      Regresso de diplomatas dos EUA a Kiev deve acontecer até final do mês

       

      O regresso dos diplomatas norte-americanos a Kiev, de onde partiram em Fevereiro, poucos dias antes do início da invasão russa, é esperado “até ao final do mês” de Maio, anunciou ontem a diplomacia dos EUA. “Esperamos fortemente que as condições nos permitam retornar a Kiev até ao final do mês”, disse a encarregada de negócios dos EUA Kristina Kvien, numa conferência de imprensa em Lviv, oeste da Ucrânia.

      “A prioridade é a segurança do pessoal. Se os agentes de segurança nos disserem que podemos voltar para Kiev, então voltaremos para lá”, assegurou Kvien, que está a preparar o regresso do pessoal diplomático norte-americano. “A mensagem para a Rússia é: ‘Vocês falharam’”, insistiu a diplomata, defendendo que “Putin cometeu um erro de cálculo histórico no seu ataque não provocado e injustificado”.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau