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      Guterres pede investigação independente a possíveis crimes de guerra na Ucrânia

      O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu ontem uma investigação independente sobre “possíveis crimes de guerra” na Ucrânia, e sugeriu que Moscovo e Kiev trabalhem com a ONU para permitir a abertura de corredores humanitários. “Estou preocupado com os repetidos relatos de possíveis crimes de guerra” na Ucrânia, disse Guterres durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, no final de uma reunião em Moscovo. Guterres explicou que a ONU não tem meios autónomos para realizar averiguações sobre eventuais crimes de guerra, mas que é essencial que haja uma “investigação independente” sobre a actuação militar na Ucrânia. “Precisamos urgentemente” de corredores de retirada de pessoas “realmente seguros e eficazes”, acrescentou o secretário-geral da ONU. Por sua vez, Serguei Lavrov, assegurou que a Rússia está disposta a cooperar com a ONU para criar “alívio” para a população civil. “O nosso principal objectivo é proteger a população civil. Estamos prontos para cooperar com os nossos colegas nas Nações Unidas, para aliviar o sofrimento da população civil”, disse o chefe da diplomacia russa. Guterres também mencionou o destino dos civis que permanecem retidos no complexo metalúrgico Azovstal em Mariupol, sitiado pelo exército russo, dizendo que a ONU está “pronta para mobilizar plenamente os seus recursos humanos e logísticos para ajudar a salvar vidas” no local.

      Responsáveis oficiais ucranianos referiram ontem que as forças militares russas atingiram uma ponte estratégica que estabelecia a ligação entre a região de Odessa e a vizinha Roménia. Oleksandr Kamyshin, responsável pela gestão dos caminhos de ferro estatais ucranianos, disse que a ponte que atravessa o estuário do rio Dniestre, em direcção ao mar Negro, foi danificada pelas forças russas num ataque com um míssil. Adiantou que não se registaram feridos. O ataque interrompeu as ligações ferroviárias para as zonas da região de Odessa a oeste do estuário da Roménia. O ataque russo seguiu-se a uma série de bombardeamentos das forças militares russas a instalações ferroviárias ucranianas na segunda-feira. Estas novas acções militares surgem após as declarações de um responsável oficial russo na semana passada, referindo que o objetivo da Rússia consiste em garantir o controlo da totalidade do sul da Ucrânia e garantir um corredor em direção à região separatista russófona da Transnístria, onde as tensões se agravaram nos últimos dias.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau