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      Lei Chan U espera mais medidas para estabilizar e promover o emprego

      O deputado da AL defende que essas medidas devem passar pelo aumento a eficácia das feiras de emprego, bem como por uma consolidação da informação dos processos de recrutamento. Lei Chan U acredita que os valores da taxa de desemprego apresentados pelo Governo estão aquém da realidade, não reflectindo a actual situação de emprego.

       

      Num comunicado de imprensa enviado às redacções na passada sexta-feira, o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lei Chan U defende mais medidas para estabilizar e promover o emprego em tempos de crise.

      Lei Chan U afirmou que a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), da qual é um dos vice-presidentes, juntamente com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), já “organizaram em conjunto um recrutamento público em grande escala durante três dias”. “A FAOM tem vindo a reforçar activamente a comunicação e cooperação com o Governo e as empresas, e organizou uma série de feiras de emprego nos últimos dois anos, com vista a aumentar os canais de procura de emprego para os residentes e melhorar a sua qualidade profissional através da formação profissional, e ajudá-los a encontrar emprego”, referiu.

      Recorde-se que, de acordo com o último inquérito ao emprego – datado de Dezembro de 2021 a Fevereiro 2022 –, a taxa de desemprego dos residentes locais subiu para 4,3% e o número de desempregados aumentou para 12.800, o que, segundo o parlamentar operário, “não reflecte a actual situação de emprego”. “Devido ao impacto da pandemia e às restrições que provoca, o número de visitantes que chega Macau tem estado num nível baixo nos últimos tempos, e as empresas têm vindo a enfrentar dificuldades crescentes devido a isso”, lamentou Lei Chan U.

      O legislador sugeriu que a DSAL “tem estado a trabalhar activamente com organizações e empresas para proporcionar uma série de feiras de emprego para ajudar os residentes a encontrar emprego”. Contudo, admitiu, “é difícil para a comunidade compreender a eficácia das feiras de emprego, especialmente a taxa de sucesso da correspondência entre empregos”.

      Lei Chan U espera que se crie um mecanismo de avaliação da eficácia das feiras de emprego organizadas pelo Governo, “com uma análise e avaliação profunda, bem como com um acompanhamento e observação do desperdício de pessoas à procura de emprego nas feiras, de modo a fornecer referências para a formulação e melhoria das políticas e medidas de emprego, e prestar serviços alargados”.

      De igual modo, o vice-presidente da FAOM tem fé de que o Executivo liderado por Ho Iat Seng possa e consiga “estabelecer um mecanismo, tal como fazer referência ao website de recrutamento público da China, para consolidar e publicar informações sobre empregos para a conveniência dos residentes”. “Que as autoridades actualizem a informação sobre ofertas de emprego em tempo útil para assegurar um fornecimento sustentável de ofertas de emprego”, é esse o seu desejo.

      É público que quase um terço das pequenas e médias empresas (PME) de Macau despediu trabalhadores devido ao impacto da pandemia de Covid-19, sendo que perto de 10% ponderam fechar portas, segundo um inquérito divulgado recentemente pela Associação Comercial Federal Geral das Pequenas e Médias Empresas de Macau. Mais de 70% das PME acredita que a economia da região chinesa irá demorar pelo menos um ano a regressar aos níveis de 2019

       

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