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      Sri Lanka começa negociações com FMI para garantir empréstimo rápido até quatro mil milhões

      O Sri Lanka informou ontem que as negociações para solicitar um empréstimo rápido ao Fundo Monetário Internacional (FMI) começaram com uma “nota positiva”, quando o país enfrenta uma grave crise económica e protestos em massa. “O ministro das Finanças fez um pedido de um Instrumento de Financiamento Rápido para mitigar os atuais problemas da cadeia de abastecimento”, disse na rede social Twitter Shamir Zavahir, um assessor do recém-nomeado ministro das Finanças, Ali Sabry.

      Zavahir acrescentou que as negociações começaram “numa nota positiva”, embora reconheça que o FMI não acredita que o Sri Lanka, que, segundo Sabry, pretende uma verba até quatro mil milhões de dólares, consiga qualificar-se para um empréstimo rápido.

      O Fundo “pode considerar este pedido devido às circunstâncias únicas” a pedido da Índia, que está presente nas negociações nos EUA com uma delegação liderada pela ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman.

      “Em qualquer caso, o FMI parece pronto a garantir um Mecanismo de Financiamento Alargado. Idealmente pode ser acelerado, ajudando a estabilizar a situação a curto prazo, até que as soluções a longo prazo produzam efeito”, disse Zavahir.

      As conversações surgem uma semana após o Governo ter anunciado uma suspensão temporária do pagamento da sua dívida externa, que de acordo com os dados do Ministério das Finanças até ao final de 2021 ascendia a 20 mil milhões de dólares.

      A nação enfrenta uma crise económica sem precedentes causada, em parte, pelo pesado endividamento do país, pela recessão económica causada pela pandemia de covid-19 e por uma queda drástica na atividade turística. Esta situação levou à escassez de bens básicos tais como combustível, alimentos e medicamentos essenciais. Este contexto levou a uma onda de protestos contra o Presidente, Gotabaya Rajapaksa, que pedem a demissão do governante pela forma como lidou com a crise.

      Os protestos começaram em finais de Março e alastraram para todo o país, mas especialmente em frente do Secretariado Presidencial, na capital, Colombo, onde os manifestantes se instalaram.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau