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      Início Internacional Nova invasão russa com ataques aéreos e artilharia contra o leste ucraniano

      Nova invasão russa com ataques aéreos e artilharia contra o leste ucraniano

      A Rússia anunciou ontem ter feito dezenas de ataques aéreos e disparos de mísseis contra o leste da Ucrânia durante a noite, na mesma altura em que Kiev declara que o Exército russo lançou uma “grande ofensiva” contra o Donbass.

       

      “Dezenas de mísseis de alta precisão, das forças russas neutralizaram 13 fortificações das unidades ucranianas”, disse ontem de manhã o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado. A mesma nota refere que está a concentrar tropas na cidade de Sloviansk, região de Donetsk.

      A Rússia efectuou centenas de disparos de mísseis de artilharia no sul e no leste da Ucrânia, desde segunda-feira à noite.  Ontem, o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, afirmou que a Rússia lançou uma “grande ofensiva” no leste do país marcando uma nova fase da invasão. “Podemos afirmar que as tropas russas começaram a batalha (para tomar) o Donbass sendo que se esteve a preparar há muito tempo. Uma grande parte do Exército da Rússia está mobilizado para esta ofensiva”, declarou o chefe da Estado da Ucrânia numa mensagem transmitida ontem pela rede social Telegram.

      A Rússia fez ontem um novo ultimato às forças ucranianas que defendem a cidade de Mariupol (leste) para se renderem até às 12h00 locais (17h00 em Macau). As forças ucranianas que ainda resistem na cidade portuária, que tem estado sitiada pelo exército russo, estão sobretudo concentradas numa fábrica e rejeitaram um ultimato anterior. “A todos aqueles que depuserem as suas armas é garantida a preservação da vida”, disse o chefe do Centro Nacional de Controlo de Defesa da Federação Russa, o coronel-general Mikhail Mizintsev, numa declaração divulgada pelo ministério.

       

      Rússia acusa EUA e aliados de quererem guerra “até ao último ucraniano”

       

      O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, acusou ontem os Estados Unidos e os seus aliados de estarem a fazer tudo para arrastar a guerra na Ucrânia “até ao último ucraniano”.

      Shoigu reafirmou que a intervenção russa visa “libertar as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk”, no leste da Ucrânia, mas disse que “os Estados Unidos, e os estados ocidentais que controla”, estão a tentar que a operação “dure o máximo de tempo possível”. “As entregas crescentes de armas estrangeiras demonstram claramente a sua intenção de que o regime de Kiev deve lutar até ao último ucraniano”, afirmou, citado pela agência oficial TASS, nas suas primeiras declarações públicas desde o final de março, transmitidas pela televisão.

      O canal estatal russo Rossiya 24 TV, que transmitiu a declaração, disse que o ministro falou numa reunião com altos funcionários militares do ministério e do exército, incluindo o chefe do estado-maior, Valery Guerasimov. Shoigu, 66 anos, tem estado ausente dos meios de comunicação social russos, no meio de relatos de que poderá ter alguns problemas de saúde, segundo a televisão britânica BBC. O ministro da Defesa disse ainda que as forças russas estão a cumprir na Ucrânia “as tarefas estabelecidas pelo comandante supremo”, o Presidente Vladimir Putin.

       

      Kiev anuncia libertação de 76 pessoas em nova troca de prisioneiros

       

      Uma nova troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia permitiu a libertação de 76 ucranianos, anunciou ontem Kiev, sem revelar quantos russos foram entregues a Moscovo. “Trocámos 60 militares, dos quais 10 oficiais (…), 16 civis também voltaram para casa”, disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, na rede de mensagens Telegram.

      Segundo a ministra, esta é a quinta troca de prisioneiros desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de Fevereiro. A última troca aconteceu na sexta-feira, 15 de Abril, após negociações “tensas” na região de Kherson, no sul da Ucrânia, parcialmente sob controlo russo, referiu Kiev, sem dar pormenores. No dia anterior, 30 ucranianos tinham sido libertados, numa outra troca, e mais 26 conseguiram regressar a casa no início do mês. No dia 1 de Abril, a presidência ucraniana anunciou que tinha trocado russos por 86 dos seus militares.

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      Redacção do Ponto Final Macau