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      Início Internacional Homem mais rico da Ucrânia promete reconstruir Mariupol

      Homem mais rico da Ucrânia promete reconstruir Mariupol

      Numa altura em que a cidade no leste do país está completamente destruída, o milionário ucraniano Rinat Akhmetov promete que vai ajudar na reconstrução daquela cidade situada no Oblast de Donetsk. O Governo ucraniano, no entanto, diz que “lutará até ao fim” após mais um ultimato da Rússia que exige rendição imediata.

       

      Rinat Akhmetov, considerado o homem mais rico da Ucrânia, comprometeu-se ontem a ajudar na reconstrução da cidade de Mariupol, situada no Oblast de Donetsk, na parte leste do país. Mariupol tem sido das cidades mais fustigadas pelo exército do Kremlin que, por diversas vezes, já pediu a rendição incondicional das tropas ucranianas no local. Entretanto, o Governo liderado por Volodymyr Zelensky já afirmou que “lutará até ao fim”. “As nossas forças militares, os nossos soldados ainda estão lá. Eles vão lutar até o fim”, afirmou o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, em entrevista à televisão norte-americana ABC.

      Rinat Akhmetov possui duas grandes siderúrgicas em Mariupol e tem assistido à destruição do seu império desde a ocupação do Donbass em 2014. “Acredito que os nossos bravos soldados defenderão a cidade, embora entenda o quão difícil e duro é para eles”, afirmou o empresário.

      A sua empresa Metinvest, a maior siderúrgica da Ucrânia, anunciou que não pode cumprir com os fornecimentos agendados. Nest momento, Akhmetov está a cumprir as suas obrigações tendo optimizado o pagamento das dívidas depois de um acordo com os credores. “Mariupol é uma tragédia global e um exemplo global de heroísmo. Para mim, Mariupol foi e sempre será uma cidade ucraniana”, referiu o milionário à Reuters, numa entrevista escrita por e-mail, acrescentando que está em contacto diário com o pessoal que gere a Metinvest em Mariupol.

      A Ucrânia está a ser alvo de uma investida militar russa há mais de 50 dias. Depois de uma semana de tréguas, devido a recuos e reenquadramentos estratégicos de Moscovo, os ataques por mísseis e tanques recomeçaram este fim-de-semana em força com mais bombardeamentos em Mariupol, mas também na capital Kiev, em Kharkiv, entre outras cidades ucranianas.

      Na mesma entrevista à ABC, Shmygal rejeitou as alegações de Vladimir Putin, presidente da Rússia, de que os russos estão a vencer a guerra. “Nenhuma das grandes cidades caiu. Apenas Kherson está sob o controlo do exército russo, mas todas as outras cidades estão sob o controlo da Ucrânia”, insistiu.

      Situada no mar de Azov, Mariupol é um dos principais objectivos dos russos para que toda a região do Donbass passe a ser controlada por Moscovo. Com esse controlo, a Rússia consegue formar um corredor terrestre a partir da península da Crimeia. Volodymyr Zelensky referiu, entretanto, também este fim-de-semana, que a possível perda de Mariupol encerraria por completo quaisquer negociações de paz com o Kremlin.

      Entretanto, ontem, um ataque de mísseis russos contra Lviv – a cidade mais ocidental do país, junto à fronteira com a Polónia –, fez pelo menos seis mortos e oito feridos, declarou uma fonte governamental ucraniana através das redes sociais. “Há uma criança entre as vítimas”, afirmou Maksym Kozitsky. Até ao momento, Lviv tinha sido poupada pelas forças russas desde o dia 24 de Fevereiro, data do início da invasão.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau