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      InícioCulturaExposição de arte na Escola Internacional de Macau ajuda refugiadas ucranianas

      Exposição de arte na Escola Internacional de Macau ajuda refugiadas ucranianas

      O total de 50% da venda dos trabalhos de quatro alunas da TIS será doado ao Ukrainian Women’s Fund, uma organização não-governamental de apoio a mulheres ucranianas durante a guerra. A escola, considerando-se apolítica, ressalvou, no entanto, ao PONTO FINAL, que “a violência nunca é a resposta e espera-se que haja uma resolução pacífica o mais rapidamente possível”.

       

      A Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla inglesa), através de uma iniciativa interna de quatro alunas da turma IB de Artes, promoveu, no início deste mês, uma exposição de arte com um leilão silencioso que garantiu cerca de 12 mil patacas. Metade desta angariação de fundos reverte a favor da Ukrainian Women’s Fund (https://uwf.org.ua/en), uma organização não-governamental de apoio a mulheres ucranianas durante o conflito com a Rússia.

      A iniciativa surgiu durante o mês de Março, precisamente o mês dedicado à História da Mulher, onde se destacam as contribuições das mulheres nos eventos históricos e da sociedade contemporânea. O ponto alto das comemorações feministas é no dia 8 de Março com a comemoração do Dia Internacional da Mulher. Nesse pressuposto, as alunas acabaram por escolher doar metade dos fundos arrecadados com a exposição para o apoio às mulheres ucranianas.

      A professora de Artes Dianna Campre está por detrás desta aventura artística onde, desde há dois anos, Amanda, Lina, Natasha e Bianca embarcaram e agora culminou com esta mostra e ajuda humanitária, decidida pelas estudantes. “Esses dois anos de criação de um corpo de trabalho original levaram à exposição de arte e estou tão orgulhosa das alunas e artistas confiantes que se tornaram. Todas vocês fizeram realizações excepcionais ao apresentarem um trabalho de muito alto nível, com admirável paixão e perseverança”, dirigiu-se a professora às alunas, citada na nota de imprensa divulgada pela escola.

      Por detrás da jornada de dois anos de trabalho artístico “está um processo através do qual todos puderam aprender a ser mais empáticos, resilientes e desenvolver a coragem para assumir tarefas mais desafiadoras”. “Obrigado por confiarem em mim para ajudar-vos na vossa jornada artística”, disse ainda Dianna Campre às alunas, no dia da inauguração da exposição.

      “Suffer, it’s good for the plot” é o culminar de um corpo de trabalho original com base nas experiências pessoais de cada uma das quatro estudantes. Durante quatro dias – de 29 de Março a 1 de Abril – as obras de arte estiveram em exibição no Black Box Theatre, não só como montra do trabalho realizado, mas também para serem escolhidas para serem levadas para casa, ajudando assim a organização de apoio a refugiadas ucranianas.

      É importante salientar, no entanto, referiu o departamento de comunicação da escola ao PONTO FINAL, que enquanto escola o TIS “mantém-se apolítico”. Ainda assim, o mesmo departamento ressalvou que “a violência nunca é a resposta e espera-se que haja uma resolução pacífica o mais rapidamente possível”.

      No ano passado a mesma exposição, com trabalhos de seis estudantes da turma IB de Artes, também doou 50% dos fundos angariados ao Centro do Bom Pastor, um abrigo de mulheres local. A exposição contou com uma variedade de trabalhos realizados em diferentes formatos, incluindo pinturas, arte digital, têxteis e tecidos, bem como arte performativa.

       

      PONTO FINAL