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      O mar é o tema da segunda edição do festival “Letras & Companhia”

      Depois de no ano passado ter durado quase um mês, o evento ocorrerá apenas em dois dias este ano, devido às restrições criadas pela pandemia de Covid-19. Patrícia Ribeiro, responsável pela coordenação do evento, lamentou o emagrecimento do festival, “até porque Macau merece mais”, mas pontou que “o importante é que ocorra, independentemente dos constrangimentos que surjam”.

       

      O Instituto Português do Oriente (IPOR) anunciou ontem, em nota de imprensa enviada às redacções, a realização da segunda edição do Festival Literário e Cultural para pais e filhos “Letras & Companhia” em Macau, sob o tema “Mar”, “com todos os seus desafios, potencialidades e imaginário de fantasia”. “Apesar de encurtado, o evento continua a procurar ser um projecto dirigido a pais, educadores, professores e crianças em idade escolar”, referiu ao PONTO FINAL a coordenadora do festival, Patrícia Ribeiro.

      Ainda fortemente limitada pela pandemia, a edição de 2022 acontecerá em dois sábados (23 de Abril e 7 de Maio) em dois lugares distintos. No primeiro dia, o evento desenrolar-se-á nas instalações do IPOR e do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, das 16h às 18h. Nesse dia haverá uma entrega de minibibliotecas às escolas do território, oficinas de escrita criativa, as actividades “As cores da reciclagem”, “À procura do peixinho” e o “Mercado de Letrinhas”. O final da tarde, início de noite terá, à semelhança do ano passado, “Uma noite na… Biblioteca”.

      No segundo sábado, já nas instalações da Casa Garden da Fundação Oriente (FO), das 15h às 18h, haverá lugar à inauguração da exposição “Zero Resíduos” que ficará patente até final do mês de Maio na galeria térrea da FO. Pais e filhos podem ainda assistir a um ‘showcase’ de música ao vivo com François Girouard e Rita Portela. Haverá ainda lugar a outras actividades, como sessões de histórias em português com a SÍLABA – Associação Educativa e Literária e em chinês com a livraria JÚBILO 31. Um espectáculo de marionetes da Casa de Portugal “En-Cantos” dirigido por Elisa Vilaça, uma mostra de sabores dos países de língua portuguesa – uma parceria com o Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) –, o “Mercado de letrinhas”, jogos tradicionais portugueses e pinturas faciais a cargo de Sara Figueira, serão outros dos motivos para que pais e filhos se desloquem à Casa Garden.

      “Confesso que este ano o festival está bem diferente em comparação com o ano passado. Em 2021, fizemos um programa de quase um mês, mas este ano isso não foi possível”, desabafou a vogal da direcção e coordenadora do gabinete de gestão do IPOR.

      Patrícia Ribeiro, no entanto, e apesar dos “constrangimentos” tem fé num “bom festival”. “Temos pena que a edição deste ano seja apenas realizada em dois dias, mas, de facto, não há condições para mais. Macau merece mais, mas cancelar o festival nunca esteve em cima da mesa. Uma coisa é certa: o festival será sempre feito independentemente dos constrangimentos que surjam”, admitiu a responsável.

      A aposta, portanto, continuará a ser em actividades de dinâmica intergeracional em torno do conceito dos “três L’s”: língua, livro e leitura, até porque para Patrícia Ribeiro um dos pressupostos do evento é o de “divulgar autores de língua portuguesa e incentivar à leitura”. “São hábitos que, infelizmente, estão a perder-se e nós não vamos contribuir para essa perda”, constatou a coordenadora do gabinete de gestão do IPOR.

      Pretende-se assim continuar a motivar os jovens para a aprendizagem da língua portuguesa, envolvendo instituições de ensino, professores e educadores como promotores activos de divulgação, ao mesmo tempo que se incentiva a criatividade, a cultura, a educação e a construção da cidadania, pode ler-se também na mesma nota de imprensa.

      O “Letras & Companhia”, organizado anualmente em parceria com a Fundação Galaxy Entertainment e o Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, conta ainda com a colaboração da Fundação Oriente, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Casa de Portugal em Macau, da Livraria Portuguesa e da livraria Júbilo, parceiros aos quais, este ano, se juntou também a SÍLABA – Associação Educativa e Literária.

       

      PONTO FINAL