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      Início Internacional UE discute hoje novo pacote de sanções contra a Rússia

      UE discute hoje novo pacote de sanções contra a Rússia

      Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem hoje um sexto pacote de sanções contra a Rússia, mas a suspensão das compras de petróleo e gás divide os 27.

       

      “Acabamos de impor pesadas sanções à Rússia e estamos a preparar-nos para uma sexta onda”, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira, durante uma visita a Kiev, na Ucrânia, acompanhada do chefe da diplomacia Josep Borrell.

      O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, continua a pedir a todos os seus interlocutores europeus “a adopção de sanções poderosas”, entre as quais a suspensão das compras de petróleo e gás russo e o fornecimento de armas pesadas para resistir à ofensiva anunciada na região de Donbass (leste).

      Josep Borrell anunciou a intenção de lançar a discussão sobre um embargo de petróleo na segunda-feira, mas um alto funcionário europeu, citado pela agência France-Presse, admitiu não estar ainda em cima da mesa “uma proposta formal”. “É necessária a unanimidade para a adoção de sanções. Podemos ver claramente as dependências face à Rússia em vários Estados-membros”, sublinhou, acrescentando que a UE não irá “apresentar algo que não vai passar” e que “as propostas devem ser feitas na hora certa”. A Alemanha, a Itália, a Áustria e a Hungria são alguns países dependentes do gás russo.

      Desde o início da guerra na Ucrânia no final de Fevereiro, o Kremlin facturou 27,3 mil milhões de dólares com a venda de petróleo, gás e carvão à UE, segundo a directora do Instituto Austríaco para a Europa e a Política de Segurança (AIES), Velina Tchakarova, A UE decretou um embargo às compras de carvão, mas o seu valor é muito inferior ao do gás e do petróleo.

      A par com as sanções, os ministros vão validar a atribuição de mais 500 milhões de euros para financiar e entregar novas armas a Kiev, segundo vários diplomatas da UE. “As sanções são importantes, mas não resolverão o problema em Donbass. A batalha em Donbass será decisiva para o desfecho da guerra”, disse Josep Borrell. Durante a reunião, os ministros discutirão com o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, o apoio da UE para investigações sobre possíveis crimes de guerra na Ucrânia.

       

      Abertas 5.600 investigações por crimes de guerra cometidos pela Rússia

       

      A Ucrânia abriu 5.600 investigações por alegados crimes de guerra cometidos no território, desde o início da invasão russa, disse ontem a procuradora-geral ucraniana Iryna Venediktova . Em declarações à estação de televisão Sky News, a procuradora considerou o presidente russo Vladimir Putin como “o principal criminoso de guerra do século 21”, e afirmou ter identificado 5.600 casos de supostos crimes de guerra, bem como 500 criminosos de guerra russos.

      Aludindo ao ataque que teve como alvo a estação de Kramatorsk (leste), no qual 52 civis, incluindo cinco crianças, foram mortos num ataque atribuído a um míssil russo, Iryna Venediktova disse ter “provas” de que a Rússia estava por trás do ataque. “Absolutamente, é um crime de guerra”, disse, ressalvando que “essas pessoas só queriam salvar as suas vidas, queriam sair” da região.

      A procuradora agradeceu ainda ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que visitou Kiev no sábado como parte de uma viagem inesperada onde se encontrou com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e prometeu novas armas à Ucrânia. É “realmente um grande apoio para nós”, disse Venediktova sobre a visita de Johnson, a primeira de um responsável do G7 à Ucrânia desde o início da invasão.

      Na semana passada, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou a criação de um “mecanismo especial” para “investigar e processar todos os crimes dos ocupantes” do país, acrescentando que o mesmo funcionaria com base no “trabalho conjunto de especialistas nacionais e internacionais”. “Este mecanismo ajudará a Ucrânia e o mundo a levar à justiça aqueles que iniciaram ou participaram de alguma forma nesta terrível guerra contra o povo ucraniano e crimes contra o nosso povo”, explicou o chefe de Estado.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau