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      Governo prepara alteração ao orçamento para implementar nova ronda de apoios

      Estão em marcha os trabalhos para a implementação de um novo plano de benefícios de consumo para os residentes. Para tal, o Executivo já começou a preparar a lei de alteração ao orçamento para este ano. Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, tinha indicado que a nova ronda de apoios não será igual às rondas anteriores.

       

      Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, adiantou na sexta-feira que o Governo já iniciou os trabalhos relativos ao plano de benefícios de consumo por meio electrónico anunciado na semana passada. Citado numa nota do Governo, o secretário salientou que a sua tutela já está a preparar a proposta de lei de alteração do orçamento.

      O governante explicou que vai entregar a lei de alteração do orçamento à Assembleia Legislativa (AL) para aprovação. Depois disso, serão desencadeados os trabalhos técnicos. Lei Wai Nong frisou que os serviços já têm experiência sobre o plano de benefícios de consumo por meio electrónico.

      Recorde-se que o secretário para a Economia e Finanças tinha adiantado há uma semana que o Governo ia lançar um novo plano de cartões de consumo electrónico. Lei Wai Nong não adiantou mais pormenores sobre a medida, ressalvando apenas que este cartão não será igual aos lançados anteriormente. “Este novo plano não é uma continuação das últimas medidas”, assinalou o governante. Lei Wai Nong explicou que “este plano de consumo electrónico vai ser lançado devido à conjuntura actual”. “Esperamos que, com isso, o mercado consiga ter algum fluxo e assim conseguimos garantir emprego ou até criar algum emprego”, referiu, pedindo “algum tempo” para acertar os pormenores do novo plano.

       

      DEPUTADOS PEDEM CELERIDADE NOS APOIOS

       

      Na passada sexta-feira realizou-se uma reunião plenária da AL e alguns deputados usaram as suas intervenções antes da ordem do dia para pedirem apoios para os residentes. José Pereira Coutinho, por exemplo, pediu que o Governo injecte “de imediato” oito mil patacas no cartão de consumo electrónico de cada residente, “já a partir do mês de Abril do corrente ano, aliviando-os e ajudando a ultrapassar a difícil situação financeira”.

      O deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) alertou que “há imensas famílias com dificuldades em pagar as amortizações bancárias e estão a pedir empréstimos aos familiares e amigos. Além disso, “milhares de licenciados entrarão de imediato na situação de desemprego, aumentando a taxa de desemprego, porque está dificílimo encontrar um emprego em Macau”.

      Leong Sun Iok, por seu lado, lembrou que os surtos de Covid-19 no interior da China e em Hong Kong irão fazer com que a retoma económica de Macau fique “aquém das expectativas”. “A economia enfrenta forte pressão e muitas empresas abriram falência, piorando a situação de emprego, pois as reduções de salário, as licenças sem vencimento e os despedimentos são frequentes”, salientou.

      O deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) considera que “a situação é preocupante” e, por isso, elogiou a iniciativa do Governo de implementar um novo plano de benefícios de consumo electrónico. “Apoio esta decisão, e espero que o Governo a concretize quanto antes e aperfeiçoe as medidas de apoio económico, para resolver os problemas prementes da sociedade”, afirmou.

      Ella Lei alertou também que “muitos residentes estão a deparar-se com dificuldades económicas devido ao desemprego, à redução de salários e à falta de trabalho, situação que nos deixa preocupados”. “Há dias, o Governo afirmou que, em breve, ia lançar uma nova ronda do plano de consumo electrónico, o que, na minha opinião, vai contribuir para apoiar os residentes e promover o consumo local, por isso, espero que o Governo possa concretizá-lo quanto antes, estudando ainda outras medidas de apoio económico, tais como a redução e isenção de impostos, subsídios à electricidade e água, com vista a aliviar os encargos dos residentes”, afirmou a deputada.

       

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