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      Fitch Ratings revê em baixa crescimento económico de Macau para este ano

      A agência de classificação de risco de crédito norte-americana reviu a estimativa para 19%, quando tinha, numa primeira instância, estimado um crescimento de 36%. A notadora acredita que essa percentagem será uma realidade se os números de turistas da China Continental aumentarem no segundo semestre do ano.

       

      A agência de notação financeira Fitch Ratings reviu em baixa as suas estimativas de crescimento económico para este ano em Macau, considerando que o crescimento será de 19%. Ainda assim, referem os norte-americanos, isso só acontecerá se os números de turistas da China Continental aumentem no segundo semestre do ano.

      Mesmo com a revisão, a Fitch manteve o rating de inadimplência em moeda estrangeira
      a longo prazo em ‘AA’ – a terceira mais elevada – com uma perspectiva estável, graças às “fortes finanças públicas e à gestão fiscal prudente” do Governo da RAEM.

      Recorde-se que a notadora com sede em Nova Iorque tinha estimado um crescimento de 36% para a economia local. A Fitch mantém a assunção de que as receitas oriundas do jogo recuperem em torno de 44% dos valores pré-pandémicos. Mas as notícias não foram famosas no primeiro trimestre do ano com uma queda de 56% das receitas só no mês de Março.

      No total, o primeiro trimestre do ano registraram uma queda de 25% em relação ao ano anterior originando um total de 17,7 mil milhões de patacas.

      A Fitch acredita que a recuperação do turismo e do jogo possa dar o impulso desejado no segundo semestre do ano. A agência também previu que o deficit orçamentário de Macau cairá para 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, de 14,1% em 2021, devido a uma recuperação parcial das receitas do jogo, e depois diminuir para 0,5% em 2023. O PIB de Macau cresceu 18% em termos reais em 2021, após uma contracção de 54% em 2020.

      As engenhocas fiscais realizadas pela Administração fizeram de Macau a única entidade na carteira soberana global da Fitch sem qualquer dívida pública pendente, com o excedente da conta corrente a aumentar para 15,6% do PIB em 2022 e 23,4% em 2023, à medida que o sector do jogo recupere, como se espera. “Projectamos que o crescimento acelere para cerca de 24% em 2023, à medida que mais turistas cheguem ao território. O cronograma para a normalização total do turismo continental e o alívio das restrições nas fronteiras internacionais permanece incerto e depende do desenvolvimento adicional das políticas de pandemia e contenção”, notou a Fitch na sua revisão, acrescentando que “Macau continua bem posicionado para atender à demanda reprimida de turistas da China continental, uma vez que as restrições de viagens sejam levantadas”.

      A agência considerou ainda os esforços do Governo para tentar diversificar a economia da região, nomeadamente através da aposta no sector dos serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa, mas ainda assim admite que “o progresso dificilmente será suficiente para reduzir, a médio prazo, a dependência que o território tem da indústria do jogo”.

      A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) reagiu à revisão da Fitch, em comunicado, reiterando que “a manutenção do rating de Macau revela que as perspectivas são estáveis” e que isso, acrescenta, “deve-se, principalmente, à situação financeira estável e da balança de pagamentos da RAEM”. “A Fitch prevê que a recuperação económica seja gradual com o contributo para um ambiente operacional e uma situação financeira estáveis do sector bancário de Macau”, disse ainda a AMCM.

       

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