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      Com perdas de 469 milhões de dólares de Hong Kong, Grupo Suncity diz que 2021 foi um “ano negro”

      Depois de registar lucros de 871 milhões de dólares de Hong Kong em 2020, o Grupo Suncity resvalou para perdas na ordem dos 469 milhões em 2021. No relatório financeiro relativo às contas do ano passado publicado ontem, a empresa diz que 2021 foi “um ano negro” para o grupo. No relatório não há referência à detenção e consequente demissão de Alvin Chau do cargo de director executivo do grupo. O Grupo Suncity encerrou todas as suas salas VIP em Macau e no relatório diz que Macau deixou de ser “a Meca” do jogo VIP na Ásia.

       

      O ano passado foi “negro” para o Grupo Suncity. É a própria empresa que o diz no relatório financeiro relativo às contas do ano passado, publicado ontem na sua página electrónica. Dos 871 milhões de dólares de Hong Kong de lucros registados em 2020, a empresa contabilizou em 2021 perdas líquidas de 469 milhões de dólares de Hong Kong. No entanto, as receitas do grupo ao longo do ano passado totalizaram 340 milhões de dólares de Hong Kong, o que significa um aumento de 87% em comparação com o ano anterior. Também os lucros brutos das operações contínuas subiram 232% para mais de 90 milhões de dólares de Hong Kong.

      “2021 foi um ano negro na história das operações do grupo”, lê-se no relatório da empresa cotada na bolsa de Hong Kong que se dedica ao desenvolvimento de ‘resorts’ integrados. O Grupo Suncity estava ligado à Sun City Promoção de Jogos – Sociedade Unipessoal Limitada, que detinha a licença para a actividade de ‘junkets’ em Macau.

      Alvin Chau era o director executivo do Grupo Suncity. O empresário foi detido em Macau no final de Novembro do ano passado, indiciado pela prática de associação criminosa e exploração ilícita de jogo. Após a detenção, o grupo encerrou todas as salas VIP nos casinos de Macau e, a 1 de Dezembro, Alvin Chau renunciou oficialmente aos cargos de presidente e director executivo do Grupo Suncity.

      No entanto, no relatório financeiro divulgado ontem, a empresa não menciona a detenção do antigo presidente, destacando apenas as restrições de viagens devido à pandemia da Covid-19 e os efeitos nocivos das sanções impostas à Rússia devido à invasão da Ucrânia. “Recentemente, as notícias relativas às tensões geopolíticas entre a Rússia e o Ocidente fizeram as manchetes a nível mundial. Embora possa ser demasiado cedo para avaliar plenamente os impactos das recentes sanções sobre a Rússia, o Grupo acompanha de perto a situação e cumprirá todas as políticas governamentais de acordo com a lei”, refere o relatório, garantindo que “apesar de todos estes desafios, o Grupo concentrou-se no desenvolvimento do negócio dos ‘resorts’ integrados na Ásia”.

      Sobre o segmento do jogo VIP, a empresa diz que “Macau costumava ser a Meca do jogo na Ásia, com o jogo VIP como uma das principais fontes de receitas no ano passado”, no entanto, “a dependência do segmento VIP já acabou”. O Grupo Suncity diz que “o crescimento do mercado da classe média e mega-rica da Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia, Malásia e Filipinas, por exemplo, é fundamental para a procura de ‘resorts’ integrados de alta localizados na Ásia”, porém, “existe uma oferta bastante limitada de instalações de jogo VIP para satisfazer a procura de topo de gama, uma vez que Macau já praticamente abandonou o negócio dos ‘junkets’ VIP”.

      “Como o Grupo continua a transformar-se num operador de ‘resorts’ integrados pan-asiático, visará todos os segmentos de negócios de jogos tradicionais, incluindo VIP, ‘premium mass’, ‘mass’, ‘slots’ e negócios não relacionados com jogos nos ‘resorts’ do Grupo”, garante a empresa.

      O Grupo Suncity assinala que a prioridade é a sobrevivência: “A preservação intensiva de dinheiro é a maior prioridade do Grupo. Em todos os segmentos, o Grupo executou o programa de redução de custos mais intransigente de sempre. Sobreviver significa cortar tudo o que não é essencial”. Todas as empresas que o grupo considerava serem “de baixo desempenho” e “não essenciais” continuarão a ser alienadas, como já aconteceu com os negócios no sector imobiliário no interior da China.

       

      PONTO FINAL