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      Rede de gás natural ligada entre Península e Taipa deverá entrar em serviço em Julho

      De acordo com a Companhia de Produtos Químicos e Petrolíferos Nam Kwong, a rede de gás natural entre a Península de Macau e a Taipa está agora ligada com a conclusão no sábado da obra de assentamento do gasoduto subaquático. Após os trabalhos subsequentes de obras de conexão auxiliares com a rede global no território, está previsto que o fornecimento de gás natural da Taipa a Macau possa estar pronto em meados do ano. A empresa salientou que tal vai garantir ainda mais o abastecimento estável e seguro do gás natural, esperando promover o uso geral desta energia limpa em Macau.

       

      Foi concluída no passado sábado a obra de assentamento do gasoduto subaquático entre a Península de Macau e a Taipa, através da tecnologia de perfuração direccional. O gasoduto tem aproximadamente dois quilómetros de comprimento, que interliga o lado sul do Lago Sai Van e a Zona de Lazer da Marginal da Taipa.

      Com uma profundidade máxima de 58 metros abaixo do nível do mar, este projecto é considerado a obra de perfuração direccional mais difícil e de maior dimensão de Macau até agora, segundo divulgou a Companhia de Produtos Químicos e Petrolíferos Nam Kwong, empresa responsável pelo projecto, em cooperação com o Grupo Sinopec e a Companhia de Gás de Cidade de Macau.

      Citado pelo Jornal Ou Mun, o gerente geral da Companhia de Produtos Químicos e Petrolíferos Nam Kwong, Tang Zhaohui, salientou que os trabalhos seguintes são ligar o gasoduto a outras redes de gás natural, prevendo que o fornecimento de gás natural da Taipa a Macau seja concretizado em Julho ou Agosto este ano.

      O responsável considera que a conclusão da obra de ligação do gasoduto entre as duas partes de Macau estabelece uma “base” para o fornecimento assegurado com múltiplas fontes de gás para a Península de Macau, juntamente com a interligação com a rede de gasodutos de Zhuhai e Macau, o que garantirá efectivamente um abastecimento estável, seguro e a longo prazo de gás natural na RAEM. O investimento total para o projecto foi de cerca de 50 milhões de patacas e o respectivo gasoduto poderá servir durante 30 anos.

      Em comparação com a utilização de gás de petróleo liquefeito, Tang Zhaohui destacou que o gás natural é mais ecológico, tendo uma oferta estável e um preço mais baixo. Tang referiu que o uso doméstico custa menos de sete patacas por metro cúbico, e que as famílias podem economizar quase metade do custo face aos combustíveis tradicionais.

      Recorde-se que o projecto foi anunciado em Maio do ano passado. As companhias responsáveis frisaram na altura que esperavam introduzir energia limpa mais amiga do ambiente, segura e económica para os residentes e às várias indústrias em Macau. O objectivo desse projecto passa por optimizar ainda mais a estrutura energética de Macau, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

      Aos jornalistas da imprensa chinesa, Tang Zhaohui revelou ontem que o consumo actual de gás natural residencial e comercial na RAEM é de 20 milhões de metros cúbicos, e o objectivo para os próximos três a cinco anos é de 40 a 50 milhões de metros cúbicos. “Actualmente, cerca de 10 mil famílias utilizam gás natural, o que ainda está muito longe do nosso objectivo de 230 mil famílias a usarem essa energia em Macau. A justificação é que existem dificuldades na escavação de estradas para colocar os tubos”, apontou, esperando assim acelerar o ritmo para estabelecer uma rede completa de gasodutos para promover a redução do uso de gás de petróleo liquefeito.

      O gerente geral afirmou também que há cada vez mais habitações a usar o gás natural, como o Edifício Mong Tak, na habitação social de Mong-Há, bem como os futuros complexos de habitação pública na Zona A dos Novos Aterros e a habitação social na Rua Central de Tói San, cuja obra de construção está quase concluída. Em termos de abastecimento na Taipa e Coloane, o responsável frisou que a maioria dos novos edifícios tem adoptado o gás natural nos últimos anos, incluindo o campus da Universidade de Macau em Hengqin.

      Segundo o mesmo responsável, um dos objectivos dos trabalhos de instalação de gás natural deste ano da empresa é melhorar a interligação entre o norte e o sul da cidade, e ligar os gasodutos entre a Ilha Verde e a Torre de Macau através do reservatório para que a rede global seja mais completa.

       

      PONTO FINAL